Seminário vai debater mudanças climáticas no semiárido e litoral
Natal, RN 25 de jul 2024

Seminário vai debater mudanças climáticas no semiárido e litoral

12 de junho de 2024
1min
Seminário vai debater mudanças climáticas no semiárido e litoral
Foto: arquivo Agência Brasil

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Promover a discussão pública e capacitação sobre a emergência climática é o objetivo do seminário Mudanças Climáticas no Semiárido e no Litoral: impactos e perspectivas para o RN, uma iniciativa do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) que acontece nesta quinta, 13, e sexta-feira, 14. O evento ocorre na Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), no bairro Candelária, e também será transmitido pelo Canal do YouTube da instituição.

O momento é uma oportunidade importante para discutir e desenvolver estratégias que respondam aos desafios climáticos específicos do RN, tanto no semiárido quanto na zona costeira. A ideia é capacitar integrantes do MPRN e atores do sistema de Justiça, além dos gestores para lidar com os desafios impostos pela emergência climática.

O público alvo do seminário é formado por membros, servidores do MP, do sistema de justiça, gestores, universidade e movimentos sociais, com enfoque nos desafios da Zona Costeira e da Caatinga.

Confira a programação completa

Desmatamento na Caatinga

A caatinga é o único bioma genuinamente brasileiro e impacta a vida de quase 30 milhões de pessoas em nove estados, sendo eles: Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Bahia, além da área ao norte de Minas Gerais.

Apesar de sua importância, enfrenta desafios com o desmatamento. O Relatório Anual do Desmatamento (RAD), divulgado pelo MapBiomas, revelou que, em 2023, o Rio Grande do Norte foi um dos estados com maior aumento percentual no desmatamento deste bioma.

O levantamento mostra que foram 9.135 hectares desmatados em 2023 no RN – desses, sendo quase 9.114 na Caatinga potiguar –, recorde desde o início da medição realizada pelo RAD, em 2019.

Leia também - RN foi estado que mais desmatou para renováveis na Caatinga em 2023

O que ainda chama atenção é que o RN desmatou 1.369 hectares para energias renováveis na Caatinga em 2023, sendo o estado com mais desmatamento para essa finalidade.

Governo vai proteger 1 milhão de hectares na caatinga

O governo federal anunciou, por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) a seleção de 12 projetos prioritários para a criação de unidades de conservação federais no bioma da Caatinga, a serem implantadas até 2026. Esses projetos vão resultar em um aumento de mais de um milhão de hectares de áreas protegidas da vegetação. O Rio Grande do Norte, atualmente, conta com a ampliação da Floresta Nacional de Açu (FLONA), destinado a proteger o bioma no nosso estado.

Saiba mais - Governo vai proteger 1 milhão de hectares na caatinga; RN está incluso

Fundo Caatinga: União, BNDES e Consórcio NE definem detalhes

Na realidade, desde 2015 o Brasil tem uma Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, por causa da lei nº13.153. O problema é que o desmatamento da Caatinga avançou nos últimos anos, como apontou o RAD do Mapbiomas.

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