Jean Paul afirma que eventual saída do PT depende de conversa com Fátima
Natal, RN 16 de jun 2026

Jean Paul afirma que eventual saída do PT depende de conversa com Fátima

24 de abril de 2025
5min
Jean Paul afirma que eventual saída do PT depende de conversa com Fátima
Foto: Reprodução YouTube

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Depois de sair da Petrobras atirando contra o PT, o ex-senador Jean Paul Prates disse que foi “tacitamente expulso” do partido, criticou a maneira como se deu a definição da pré-candidatura ao Governo do Estado do secretário Carlos Eduardo Xavier e voltou a acusar o “entorno” da governadora Fátima Bezerra de praticar “caciquismo” político.

As declarações foram dadas na noite de quarta-feira (23), em entrevista à Rádio 98 FM. O ex-senador disse que não é “consultado para nada” sobre os rumos do partido para 2026. Por isso, se sente desprestigiado, mesmo tendo ocupado uma posição de destaque no Senado Federal e na Petrobras.

Parafraseando Chico Buarque, pode-se dizer, pelas declarações do ex-senador, que ele “é um pote até aqui de mágoa”.

“Eu acho que eu, meio que tacitamente, fui expulso, né? Porque você não é chamado para nada, não é consultado para nada… Fui senador pelo partido, fui líder do partido no Congresso Nacional, líder da minoria…”, pontuou Jean Paul.

Saiba Mais: Isolado e ressentido, Jean Paul critica escolha do PT para 2026

Jean critica “entorno” da governadora pela escolha de Cadu Xavier

Apesar de não responsabilizar diretamente a governadora Fátima Bezerra, ele atribuiu ao “entorno” dela o “caciquismo” que disse existir no PT. Ele busca, assim, evitar um atrito direto com a líder petista, por quem disse ter “respeito máximo”.

Ocorre, no entanto, que a pré-candidatura a governador de Cadu Xavier, como é conhecido o secretário, não partiu de ninguém do “entorno” da governadora, mas sim da própria Fátima Bezerra.

Em entrevista à Agência Saiba Mais, no final de fevereiro, quando se disse “pronto para o desafio eleitoral”, Cadu Xavier revelou que o movimento de lançamento da sua pré-candidatura foi estimulado pela governadora Fátima Bezerra.

“A governadora Fátima Bezerra conversou comigo para que eu me colocasse no cenário da chapa majoritária”, disse, à época, o secretário estadual da Fazenda.

Saiba Mais: Cadu Xavier é o nome do PT para 2026: “Estou pronto para a disputa eleitoral”

Depois de receber a bênção da governadora, Cadu Xavier também se reuniu com os parlamentares petistas, conversou com os representantes das correntes internas do partido e dialogou ainda com as legendas que integram o Governo do Estado. Não houve, internamente, nenhuma resistência ao nome dele.

O lançamento da pré-candidatura a governador também foi alinhada com o vice-governador Walter Alves (MDB), que era considerado o candidato natural do grupo governista, uma vez que assumirá a cadeira da governadora, em abril do próximo ano, quando ela renunciará ao cargo para disputar uma das duas vagas ao Senado Federal.

Walter anunciou que não será candidato à reeleição, abrindo caminho para a candidatura de Cadu Xavier. O vice-governadora também anunciou de pronto seu apoio ao secretário estadual da Fazenda.

Está quitado”, diz Jean sobre “débito” com o PT

Apesar de ressentido por se sentir escanteado pelo PT, Jean Paul disse que sua possível saída do partido depende ainda de uma conversa com a governadora Fátima Bezerra, a quem ele atribuiu sua chegada ao partido em 2013.

Ele disse que perguntará a Fátima, diretamente, o que o partido quer dele. Caso o PT não tenha nenhum plano para o ex-senador, Jean afirmou que “também não tem compromisso” com a legenda.

O ex-presidente da Petrobras, em entrevista ao UOL, no último domingo (20), revelou seu desejo de voltar ao Senado Federal, onde exerceu mandato de 2019 a 2022, após herdar a vaga conquistada pela governadora Fátima Bezerra, mas admitiu que, para conseguir viabilizar seu projeto, poderia sair do PT.

Saiba Mais: Jean Paul: “Queria voltar a ser senador, mas pode ser que eu tenha que sair do PT”

Na entrevista à 98 FM, Jean Paul reconheceu que só foi senador e presidente da Petrobras graças ao PT, mas afirmou que não ficaria “refém” disso.

“Eu sou muito agradecido ao PT, ao presidente Lula, principalmente a Fátima por tudo isso, mas também não vou ficar refém disso”, declarou, acrescentando que seu “débito” com o partido está “quitado”.

“Eu fiz um bom mandato no Senado, entreguei coisas para o Rio Grande do Norte, para o país. Na Petrobras, eu não preciso falar nada. Eu entreguei o melhor resultado da história”, gabou-se.

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