Parnamirim aprova lei “Juliana Soares” que veta nomeação de agressores para cargos públicos
Natal, RN 16 de jun 2026

Parnamirim aprova lei "Juliana Soares" que veta nomeação de agressores para cargos públicos

14 de agosto de 2025
2min
Parnamirim aprova lei

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A Câmara Municipal de Parnamirim aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (13), o projeto de lei ordinária nº 178/2025 — batizado como Lei Juliana Soares — que proíbe a nomeação de pessoas condenadas por feminicídio, em tentativa ou consumado, para cargos públicos no município.

A proposta, de autoria do vereador Michael Borges (PSB), tramitou em regime de urgência desde o último dia 5 e foi aprovada durante a 80ª sessão ordinária da Casa. “Não podemos permitir que pessoas que cometeram crimes tão graves contra a vida de mulheres ocupem funções de confiança na administração pública”, afirmou o parlamentar.

O texto estabelece um impedimento administrativo e simbólico, buscando reforçar a responsabilidade ética e moral na gestão municipal e sinalizando tolerância zero à violência contra a mulher.

Histórico do caso

A lei leva o nome de Juliana Soares, vítima de uma tentativa de feminicídio registrada no dia 26 de julho deste ano, quando foi espancada pelo ex-namorado, o ex-jogador de basquete Igor Cabral, com 61 socos dentro de um elevador no condomínio onde mora, no bairro de Ponta Negra, em Natal.

Segundo a Polícia Civil, a agressão ocorreu após uma discussão motivada por ciúmes durante um churrasco com amigos. Imagens de câmeras de segurança mostram o ataque, que durou menos de um minuto.

Juliana foi socorrida ao Hospital Walfredo Gurgel e, uma semana depois, passou por cirurgia de reconstrução facial no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL).

O agressor está preso na Cadeia Pública de Ceará-Mirim desde a decretação de sua prisão preventiva. O Ministério Público do Rio Grande do Norte ofereceu denúncia por tentativa de feminicídio, já aceita pela Justiça. O processo segue para a fase de instrução, quando serão ouvidas testemunhas e apresentadas provas antes da decisão sobre julgamento no Tribunal do Júri.

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