Academias em Natal terão selo de segurança para mulheres
Natal, RN 16 de jun 2026

Academias em Natal terão selo de segurança para mulheres

18 de setembro de 2025
3min
Academias em Natal terão selo de segurança para mulheres

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Foi sancionada a Lei nº 7.945, de 15 de setembro de 2025, que institui o programa “Academia Segura para Mulheres” no município de Natal. A iniciativa tem como objetivo incentivar academias e espaços de práticas esportivas a adotarem medidas de prevenção e combate à violência contra a mulher, garantindo um ambiente mais seguro e acolhedor. Poderão receber o selo estabelecimentos de musculação, ginástica, crossfit, artes marciais e modalidades semelhantes que cumprirem requisitos específicos. Entre eles, estão a afixação de cartazes educativos sobre a Lei Maria da Penha e canais de denúncia, a capacitação anual de funcionários em prevenção à violência de gênero e o compromisso formal com práticas respeitosas e inclusivas.

Publicação no Diário Oficial do Município

A lei também prevê que, no ato da matrícula, as academias poderão oferecer a opção de apresentação de declaração de bons antecedentes ou certidão negativa criminal por parte dos alunos, desde que de forma voluntária e com consentimento informado.

O selo terá validade de um ano, renovável mediante nova avaliação. A concessão, regulamentação e fiscalização ficarão sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, que também será responsável por divulgar a lista das academias certificadas nos canais oficiais da Prefeitura.

A nova legislação já está em vigor e passa a ser referência para estabelecimentos interessados em aderir à iniciativa.

Dados de violência de gênero

A sanção da nova lei ocorre em um contexto de alta demanda por apoio, mas ainda marcado por subnotificação. No último ano, o Rio Grande do Norte contabilizou 10.276 ligações para a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), um crescimento de 13,7% em relação ao ano anterior.

Os dados sugerem que, embora mais mulheres estejam buscando informação e apoio, persistem barreiras estruturais e sociais que dificultam a formalização das denúncias, especialmente em ambientes onde o assédio é silenciado ou deslegitimado.

Uma pesquisa do DataSenado corrobora esse cenário ao indicar que 29% das mulheres potiguares já sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar por parte de homens. Destas, 21% passaram por essa experiência no último ano. A maior parte dos casos envolve violência psicológica (89%), seguida por física (82%) e moral (81%), evidenciando a complexidade da violência de gênero no estado.

Outra lei que visa proteção de mulheres nas academias: RN aprova lei contra o assédio em academias

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