CIDADANIA

600 mil pessoas vivem em situação de pobreza extrema no RN, aponta FGV

Foto: Vlademir Alexandre I Agência Saiba Mais

De acordo com o parâmetro do Banco Mundial, uma pessoa é pobre quando vive com menos de R$ 450 por mês. Já o extremo da pobreza ocorre quando o indivíduo obtém, mensalmente, até R$ 150, o equivalente a R$ 5 por dia.

No Rio Grande do Norte, 1,4 milhão de potiguares são pobres e, dentro dessa população, 600 mil vivem em situação de pobreza extrema. O número equivale a 17% da população do Estado e foi verificado em pesquisa do Instituto de Economia da Fundação Getúlio Vargas.

Segundo o estudo, entre o primeiro trimestre de 2019 e janeiro de 2021, o índice de extrema pobreza no RN foi de 13,1% para 17%. O aumento foi de 29,7%, o 6º maior do Brasil.

No indicador negativo, o estado potiguar fica atrás, por exemplo, de Roraima, Ceará e Pernambuco.

A taxa de pobreza no Rio Grande do Norte teve o quarto maior crescimento no índice de pobreza entre estados do Nordeste, verifica o estudo. Dessa forma, 40,7% da população, incluindo os 17% em situação de extrema pobreza, vive com menos da metade de um salário mínimo por mês. Somente Sergipe, Paraíba e Pernambuco apresentaram resultados mais alarmantes, dentro da região.

No geral, 24 das 27 unidades federativas aumentou a taxa da população considerada pobre ou muito pobre, indica a pesquisa. As informações são da Tribuna do Norte.

Renda dos mais pobres caiu em todo o país

De 2014 a 2018, houve redução em 39% na renda dos 5% mais pobres do Brasil. Dessa forma, a população em situação de extrema pobreza aumentou em 71,8%. Isso representa cerca de 3,4 milhões de pessoas a mais sobrevivendo com até R$ 5 por dia.

Recessão econômica e falta de correção nos valores do Programa Bolsa Família são apontados pela FGV como causas do crescimento da extrema pobreza. Isso porque houve perdas reais no valor do benefício, que não foi corrigido segundo valores da inflação nem em 2015 ou 2017.

A quantidade de beneficiários do programa também foi reduzida nos últimos anos. A estimativa é de que até 900 mil famílias tenham sido desligadas do PBF em 2019, o que leva ao surgimento de uma fila média anual de até 500 mil famílias na lista de espera do benefício.

 

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