Laíssa Costa

Jornalista, Feminista e Militante dos Direitos Humanos

Um congresso que não nos representa

Com tantos desafios e retrocessos que temos a enfrentar por meio das eleições de 2018, mudar a cara desse congresso masculino, branco, hétero, velho e endinheirado é um dos principais.

A PEC 181, aborto e direitos humanos no Brasil

Era noite do dia 08 de novembro, última quarta-feira, quando uma Comissão Especial aprovou com 18 votos (masculinos) a favor …

Enem e o argumento da exclusão

Posso imaginar qual tenha sido a surpresa de quem naquele momento se submetia à prova. A invisibilidade das pessoas com deficiência é tanta, que jamais imagina-se ter que escrever sobre elas.

Não é sobre violência

Não é da violência que a proposta de redução se ocupa, e sim da manutenção do abismo que separa ricos e pobres, da contenção dos grupos que estão no sopé da pirâmide da desigualdade

Ao patriarcado, nenhuma desculpa

Nós não aceitamos mais nos calar, não iremos pedir desculpas. O estupro é crime, sua denúncia não. Estamos juntas com Eleonora porque essa sentença não diz respeito apenas a ela, mas a todas as mulheres brasileiras.

Morte morrida e morte matada

Somos o país campeão mundial de homicídios. Aqui, 60 mil pessoas são assassinadas todos os anos, mais de 160 pessoas são mortas todos os dias

Terra arrasada

Pela primeira vez o governo federal suspendeu titulações de áreas quilombolas por tempo indeterminado, desde que essas terras começaram a ser regularizadas em 1995.

Imoralidade

Os tempos atuais são de pouca-vergonha, descaramento e indecência. As notícias, como vocês devem estar acompanhando, dão conta de muita perversão e safadeza.

O passado é uma roupa que não nos serve mais

Um número cada vez maior de comportamentos, ações e sentimentos são classificados, descritos e diagnosticados como transtornos mentais. Tudo está ali: transtornos de humor, de ansiedade, somatoformes, factícios, dissociativos, sexuais, do sono, da alimentação… a cada nova versão, mais enquadramentos. O que decide se estamos doentes ou não é basicamente a intensidade e a duração.

Invisíveis

Durante muito tempo não vimos as pessoas com deficiência. Confinadas em suas casas, apartadas das escolas regulares, longe dos postos de trabalho, elas na maior parte do tempo pareciam simplesmente não existir.

O nosso riso

A tolerância como utopia é muito pouco para o horizonte dos direitos humanos. É preciso que busquemos mais do que tolerarmos uns aos outros.

A desumanização em manchete

A política da “mão dura”, “lei e ordem” têm servido apenas para organizar o crime, exterminar a juventude negra e eleger e reeleger bancadas ultraconservadoras que jogam com o populismo penal e o anseio imediato da população, defendendo soluções simplistas e marqueteiras para um problema complexo.