TRANSPARÊNCIA

Bolsonaro retira orçamento para duplicação da Reta Tabajara e liberação de 10 km’s fica para abril de 2022

A duplicação da Reta Tabajara, como é conhecido o trecho da BR-304 que liga Natal a Mossoró, passando por Macaíba, tem um novo prazo de conclusão: não há mais prazo. Em 2020, a previsão era dezembro de 2021 e em junho deste ano passou para o início de 2022. Mas, agora, governo federal aguarda a aprovação de um Projeto de Lei que está em tramitação no Congresso Nacional, que prevê recursos financeiros no valor cerca de R$ 25 milhões para a continuidade dos serviços.

Caso o projeto seja aprovado e os recursos liberados, a expectativa é de que sejam liberados ao tráfego um trecho de 10 km’s de pista duplicada, até abril de 2022, segundo informações repassadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Atualmente, a empresa construtora reduziu o trabalho no local, de acordo com nota oficial do Dnit, por causa do período chuvoso na região. A duplicação dos 16,62 quilômetros de pista previstos na obra está com quase metade do serviço concluído, segundo o Dnit.

Apesar da justificativa de que precisa da aprovação do projeto no Congresso para liberar recursos, foi o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), quem retirou o orçamento previsto para a conclusão da duplicação da Reta Tabajara da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), é nesse documento que ficam estabelecidas as metas e prioridades para a execução do orçamento do ano seguinte.

A Reta Tabajara, que possui ao todo 300 km’s de extensão, é uma das estradas com maior tráfego de veículos no Rio Grande do Norte. Sua duplicação é considerada uma obra importante para o Estado, porque vai ligar a região metropolitana de Natal às regiões Central e Oeste.

Com um movimento de cerca de 70 mil veículos por dia, os motoristas que passam pela Reta Tabajara costumam sofrer com os engarrafamentos, o que aumenta os riscos de acidentes por causa do intenso fluxo de caminhões.

A duplicação da Reta Tabajara foi iniciada em 2014 durante o governo Dilma Rousseff Rousseff, foi paralisada durante o golpe de 2016 e novamente, agora, durante o governo Bolsonaro. Em suas redes sociais, a deputada federal pelo Rio Grand do Norte, Natália Bonavides (PT), criticou a falta de vontade política para a conclusão da obra.

“Além das paralisações mal explicadas, o governo Bolsonaro não dá a devida importância a essa obra fundamental”, declarou Natália.

Até agosto, aproximadamente, R$ 160,5 milhões tinham sido pagos pelo serviço e a estimativa é que a duplicação tenha um custo final de R$ 349 milhões.

Reta Tabajara I Foto: Reprodução Governo Federal

Pedágio

Depois de concluído, o trecho duplicado da Reta Tabajara será entregue à exploração de empresas privadas, apesar de ter sido construído com recursos públicos.

“O governo investe o dinheiro do cidadão e cidadã, que depois vai ter que pagar para usufruir da obra que foi feita com recursos públicos. A BR – 101 foi toda duplicada em seu trecho Nordeste sem que fosse preciso que o povo pagasse a conta. Então, porque só no trecho Natal Mossoró as pessoas terão que pagar pedágio?”, questiona Natália Bonavides, que também critica a falta de compromisso dos ministros potiguares, Fábio Faria e Rogério Marinho, com o Rio Grande do Norte. A deputada também levanta a questão: o que Bolsonaro teria contra o RN, já que não garante os recursos para a conclusão da obra?

 

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