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RN registra 798 óbitos por covid-19 de pacientes sem acesso a leitos e 22 dos 26 hospitais com 100% de ocupação

Dos 26 hospitais do Rio Grande do Norte que apresentam leitos críticos (semi-intensivos e UTI’s) para pacientes com covid-19, 22 estão com 100% de ocupação. Na manhã desta terça (25), foram solicitados dez leitos para internação de pacientes, oito dos pedidos partiram da região metropolitana da capital. Nesta segunda (24) foram 137 solicitações, sendo que 87 partiram da grande Natal. Também no dia de ontem, 60 pessoas tiveram alta de leitos clínicos, 11 que estavam em leitos críticos receberam alta e 15 morreram.

A média de ocupação dos leitos para pacientes com covid-19 em estado grave no RN é de 97%, passa para 100% na região Oeste e Seridó e para 96% na região metropolitana de Natal. Até a manhã desta terça (25), 798 pessoas com covid tinham morrido sem que tivessem conseguido acesso a um leito para internação em todo o Rio Grande do Norte.  O estado segue com um maior número de pacientes da fila de espera por um leito do que vagas disponíveis. São 82 pacientes na fila por uma das dez vagas para leitos críticos disponíveis no estado, sendo 47 na região metropolitana e 35 no interior.

         

Gráficos: Regulação Lais/ UFRN

No boletim epidemiológico mais recente divulgado na segunda (24) pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o RN tinha um total de 260.269 casos confirmados e 88.713 casos suspeitos de covid-19. Já são 5.989 mortes confirmadas no estado, sendo 2.996 só em 2021, número maior do que o número de óbitos registrados em todo o ano de 2020: 2.993.

RN segue na crista da segunda onda

A recente flexibilização de decretos restritivos, mesmo em meio a taxas de ocupação de 100% na maioria dos hospitais com leitos críticos para pacientes com covid-19 em estado grave, deve manter o Rio Grande do Norte no alto da segunda onda e pressionar o sistema de saúde já no limite. A média móvel de solicitações de leitos dos últimos dias apontam para alta por novos pedidos de internações. O pesquisador José Dias do Nascimento Júnior, professor do Departamento de Física da UFRN e membro do Comitê Científico do Nordeste, lembra que a 1ª onda de contágios só foi contida por causa das restrições na circulação de pessoas.

Até o momento, as vacinas contra a covid-19 aplicadas na população potiguar ajudaram a diminuir as mortes e internações em idosos. Na atual fase, a covid-19 tem atingido pessoas mais jovens, que passaram a ser maioria nos hospitais, tanto em leitos clínicos, quanto nas UTI’s. São, justamente, as pessoas em fase economicamente ativa que, diante da falta de isolamento social, saem para trabalhar e circulam pela cidade, se expondo ao vírus.

Imagens: reprodução redes sociais
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