Texto e foto: Cledivânia Pereira

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   Por Cledivânia Pereira | Fotos: Arquivos

Virgílio
Gomes
da Silva

Primeiro desaparecido político da ditadura era do RN

Texto e foto: Cledivânia Pereira

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"Vocês estão matando um brasileiro"

Essas foram as últimas palavras de Virgílio Gomes da Silva, primeiro desaparecido político da ditadura militar do Brasil.

Texto e foto: Cledivânia Pereira

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Parte da história de Virgílio está no filme "Marighella", dirigido por Wagner Moura e que estreou em 2021. Personagem do ator Jorge Paz tem inspiração, também, na história do potiguar.

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Virgílio Gomes nasceu na pequena cidade de Sítio Novo, 85 km de Natal, em 1933.Como milhares de nordestinos, aos 18 anos migrou para São Paulo na busca por trabalho.

Texto e foto: Cledivânia Pereira

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Em SP, trabalhou em diversos lugares até firmar-se como operário na fábrica NitroQuímica. Lá, participou do movimento sindical e conheceu Ilda Martins,sua companheira e com quem teve três filhos.

Texto e foto: Cledivânia Pereira

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Assim como Marighella, Virgílio também gostava muito de exercícios físicos. Nas horas vagas ele lutava boxe amador e chegou a disputar a corrida de São Silvestre.

Texto e foto: Cledivânia Pereira

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Em 1964, Virgílio foi preso pela primeira vez, por sua atuação sindical. Em liberdade, foi ao Uruguai e na volta passa a integra com Marighella e Joaquim Câmara Ferreira o grupo da ALN que defendia a luta armada.

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Na clandestinidade, Virgílio passa a ser conhecido pelo codinome “Jonas”. Recebeu treinamento em Cuba e comandou o sequestro do embaixador americano, Charles Burke Elbrick, em 04.09.1969. 

Texto e foto: Cledivânia Pereira

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O representante dos EUA no Brasil foi trocado pela liberdade de 15 presos políticos, no dia 7 de setembro de 1969.

Texto e foto: Cledivânia Pereira

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No dia 29 de setembro de 1969 Virgílio, a companheira e os filhos foram capturados. Ele foi levado para o
DOI-Codi e após 12 horas
de tortura, foi morto.

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Ilda Martins acabou presa e torturada e passou meses na cadeia pelo crime de ser “mulher de terrorista”. As crianças foram levados ao conselho tutelar e, só após meses, reencontraram a mãe.

Foto: Roberto Navarro/Alesp

Texto e foto: Cledivânia Pereira

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Só em 2004 o laudo necroscópico da morte de Virgílio Gomes da Silva foi encontrado. Os legistas descrevem escoriações, hematomas e ossos quebrados.A família consegue atestado de óbito.

Texto e foto: Cledivânia Pereira

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O corpo de Virgílio Gomes, assim como o de outros tantos brasileiros presos pelos militares,nunca foi encontrado. 

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