Chega de grupos de Zap!
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Chega de grupos de Zap!

2 de setembro de 2019
Chega de grupos de Zap!

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Essa história de grupos de zap. Pense numa coisa de lascar. Tudo começou, para mim, algum tempo antes da eleição que colocou no poder o resulsivo Jair Messias Bolsonaro, a pior, sem qualquer dúvida, a pior desgraça que poderia acontecer a esse País desde os criminosos, nunca punidos, da maldita ditadura militar. Como sou jornalista, do esporte, claro, quase todos os dias surgem pessoas, amigos, conhecidos, enfim, gente convidando para fazer parte desses grupos. Confesso, sou seletivo, agora, mais ainda, mas antes cometi muitos erros e paguei um preço alto.

Começou pelo grupo de ex-atletas do Alecrim. Notadamente, uma reunião de amigos que, quando eu estava encerrando minha carreira, eles estavam começando. Se bem que encerrei com apenas 30 anos, e se as condições fossem outras, se não tivéssemos tantos canalhas dirigentes, eu teria jogado mais um tempo. Voltando aos meninos. Todos me conheciam e respeitavam, por isso fiquei feliz ao manter aquele contato sadio, diário, revendo alguns, brincando com outros, até que…o  assunto eleição presidencial entrou em voga. Um deles, a quem batizei (não vou dizer qual o apelido que coloquei nele) e até imaginava que, pelo seu jeito de jogar, sua raça, sua entrega, seria, no meio-campo do time verde, o meu substituto natural. Ele postou as aberrações de sempre contra o PT, enaltacendo o coiso ruim. Rebati, tentei clarear sua mente turva, mostrar para ele quem era, de verdade, o sujeito da sua escolha. Os defeitos do tipo asqueroso, sua homofobia, misoginia, racismo, tudo. Menino, para que isso!?  O cara veio de lá com os dois pés e duas mãos. Me esculachou, só não disse mais, suas próprias palavras, “porque não tinha tomado uma”.

Fiquei chocado. O rapazinho, antigo colega que tanto incentivei e que me tratava com carinho de tiozão, se dizia meu fã, quando nos encontrávamo-nos era aquela alegria, enfim, escutar esse descarrego dele foi meu primeiro choque eleitoral de um bolsominion cego, louco, insano, raivoso. O jovem alegre, bem humorado, brincalhão, respeitador e, acima de tudo, amigo, se transformou completamente. Não era mais, definitivamente, o mesmo. Pedi desculpas a todos, pulei fora do grupo.

Veio o grupo de Masters do ABC. Aceitei de bom grado. Bater papo com meus ex-companheiros do Master, ver as notícias, os dias de jogos, as promoções, enfim. Claro, como sempre faço, atendendo o apelo de nunca falar de política. Repito: nunca fui o primeiro. Mas não demorou nada, dois dementes bolsominions em ação repetindo fake news podres contra Haddad e Manuela, sem falar nos cacetes diários em Lulinha, repetindo a podridão da Globo e de toda a imprensa desmoralizada do Brasil. Não poderia ser de outra forma, respondi. Expliquei, contrapus, acabei fazendo mais alguns inimigos.

Esses, tão dementes, turrões, cegos, desinformados, absolutamente sem noção do que acontece na política brasileira, assim como o meu ex-amiguinho do Alecrim. Não demorou muito para as coisas esquentarem. Não passava um dia sem que dois dementes se manifestassem, notei, claramente, para me provocar. Respondia sempre, não conseguia ficar indiferente. As reclamações dos administradores, o apelo de Álvaro, Joel Celestino, eu atendia, mas os bolsominions, não. Depois de um descarrego, de viva voz, também saí do grupo. Nenhum dos eleitores do repulsivos era amigo, portanto, nada perdi. Os amigos do Master continuam.

Teve mais. Um amigo dos tempos do Atheneu me manda um zap falando da criação de um grupo de “amigos daqueles bons tempos”. Perguntei a Paulo sobre a determinação de não se falar de política, ele confirmou, disse que era para marcar reencontro, rever amigos, etc,  entrei. Nesse grupo, notei logo, cheio de pretensos ricos. Pensei: isso não vai dar certo…mas continuei. Interagi algumas vezes, não me lembrava de todos, mas não gostava de ver a necessidade de alguns de se mostrarem “bem de vida”.  Outra roubada me meti, voltei a matutar. Pequenez. “Eu me formei assim e assado…”, e outro dizia “eu fui a país tal…” e eu cá comigo: já, já aparece um. Não demorou. Um deles, nem interessa qual, um dos ricos, colocou um fake do Papa Chiquinho que fazia uma Homilía se posicionando contra a esquerda…depois, outro idiota igual se posicionou da mesma forma desrespeitosa. Não lembro, mas nesse caso, nem contestei, apenas disse que estava saindo.

Estava decidido. Não entraria em mais nenhum grupo que não fosse absolutamente seguro. Eu me seguraria no “Fala, Jornalista!” onde tinha garantido umas rusgas de leve com Wagner Lopes, antipetista (kakakaakak) e Conrado, nada demais, afinal, no somatório geral pensamos iguais em várias coisas. Eu sei, eu sei que discordar é da democracia, mas no caso dos outros grupos, entendam, trata-se de fascistas cegos, dementes, idiotas sem instrução, teleguiados por Globo e Veja, além do que, propensos à violência e ofensas. Como não sou santo… Sim, sim, mas caí de novo. Um grupo de ex-atletas, mais um. Fui adicionado. E olha, esse foi o que mais demorou a se falar de política, e mal do PT e Lula.

Mas chegou, não tem jeito. Começou devagar, um deles defendendo Bolsonaro no episódio das queimadas e citando outros desastres. Queimei, mas fiquei na minha. Só disse que, ao contrário de outras queimadas no mundo, as da Amazônia eram criminosas, protagonizadas por um grupo que tinha, e tem, o apoio do presidente da república. Depois, um ex-atleta que gosto, postou um vídeo de um sujeito, demente, prometendo matar todo mundo, e colocava Lula também no pacote.

Baseando no vídeo, esse ex-craque disse mais ou menos assim: “não é só no PT, PSOL e outros partidos de esquerdas que têm os criminosos fanáticos…”! Que loucura. Para esse meu amigo, ex-jogador, os loucos, fanáticos, capazes de assassinatos, atos de terrorismo e coisas do tipo eram PTistas, Psolistas, esquerdistas. Respondi à altura. Eles, do lado de lá, mais três, acho, sentiram o golpe e começaram a atacar o PT. Esse amigo que postou, não, foram outros. E tive que ler a guerra das idiotices repetitivas dos bolsominions publicadas. De novo, gravei um áudio, falando, muito, do PT, governos, políticas, comparações, perfis dos bolsonaros, pedi desculpas e saí.

Desta vez, tenho certeza, estou vacinado. Quando me colocarem em qualquer turma suspeita, caio fora antes de qualquer coisa. Devo dizer, no entanto, que, em todos os grupos que saí recebi mensagens particulares de apoio, principalmente no último, o que me levou a chegar a uma conclusão triste: o pessoal que defende Lula, que acredita e sabe do bem que nos fez o PT, parece, tem medo de entrar no ringue, na luta, infelizmente. E esse é um defeito que nunca vou ter. Nunca, em momento algum, ou qualquer situação, vou me furtar de defender Lula, Dilma, o PT, o partido, único, que deu ao povo brasileiro um pouco de vida digna, e, acima de tudo, esperança. Esperança que esse maldito, com sua quadrilha, seus filhos, seus quadrúpedes assessores, ministros, base de apoio e  eleitores estão se encarregando de acabar.

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