CIDADANIA

Pesquisa aponta Natal como a segunda capital mais desigual do país

Foto: Vlademir Alexandre I Agência Saiba Mais

Natal é a segunda capital com maior desigualdade de renda do país, segundo “Boletim Desigualdade nas Metrópoles“, produzido pelo Observatório das Metrópoles, em parceria com a PUC do Rio Grande do Sul e a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL).

O levantamento, realizado com base nos dados do primeiro trimestre de 2022 da PNAD Contínua do IBGE, leva em consideração o Coeficiente de Gini, instrumento utilizado para medir o grau de concentração de renda em determinado grupo, sendo que quanto maior o seu valor, maiores são as desigualdades de rendimentos.

Em ordem decrescente, as cinco metrópoles com maior desigualdade de renda no 1º trimestre de 2022 foram: João Pessoa (0,667), Natal (0,659), Recife (0,654), Aracaju (0,644) e Rio de Janeiro (0,643).

Já as cinco metrópoles menos desiguais, em ordem decrescente de desigualdade de renda, são: Grande São Luís (0,581), Curitiba (0,555), Goiânia (0,555), Florianópolis (0,552) e Vale do Rio Cuiabá (0,528).

De maneira geral, a média de rendimentos no conjunto dessas regiões metropolitanas segue em queda, alcançando no 1º trimestre de 2022, pelo segundo trimestre consecutivo, o pior nível de toda a série histórica iniciada no ano de 2012, com o valor de R$ 1.405,73.

Ao considerar o rendimento médio per capita dos 40% mais pobres, todas as metrópoles das regiões Norte e Nordeste aparecem abaixo da média do conjunto das Regiões Metropolitanas, incluindo a metrópole do Rio de Janeiro.

Pesquisa Regiões Metropolitanas

As cinco Regiões Metropolitanas com os menores rendimentos nesse estrato de renda, em ordem crescente, eram: Recife (R$ 104), João Pessoa (R$ 109), Salvador (R$ 129), Natal (R$ 138) e Teresina (R$ 142). As demais Regiões Metropolitanas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentaram uma situação mais confortável, com rendimento médio acima do conjunto das Regiões Metropolitanas.

Para a pesquisa foi considerado um conjunto de 20 Regiões Metropolitanas: Manaus, Belém, Macapá, Grande São Luís, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, Grande Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vale do Rio Cuiabá e Goiânia, além do Distrito Federal e da Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina.

Famílias vivem com ¼ do salário mínimo

Pesquisa Regiões Metropolitanas

Os maiores percentuais de indivíduos vivendo em domicílios com rendimento per capita de até ¼ do salário-mínimo no último trimestre de 2021 foram registradas nas Regiões Metropolitanas de João Pessoa (39,6%), Recife (39,4%), Maceió (37,3%), Natal (35,7%) e Grande São Luís (35,6%), todas no Nordeste.

Isso indica que 29,2% das crianças que vivem nas regiões metropolitanas estão em lares com rendimentos inferiores a ¼ do salário-mínimo per capita. São 1,8 milhões de crianças nessa situação, número maior que o da população total de Regiões Metropolitanas de Natal, João Pessoa, Maceió ou Florianópolis, por exemplo.

Os maiores percentuais de crianças vivendo em domicílios com rendimento per capita de até ¼ do salário-mínimo, no 4º trimestre de 2021, foram registrados nas Regiões Metropolitanas de Maceió (49,9%), Grande São Luís (48,2%), João Pessoa (46,4%), Recife (46,3%) e Natal (46,3%), mais uma vez, todas no Nordeste.

Pesquisa Regiões Metropolitanas

População em situação de rua…

Um levantamento preliminar do primeiro censo a ser realizado pela Secretaria de Estado do Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sethas), divulgado em maio deste ano, estima que o Rio Grande do Norte tenha cerca de 2.200 pessoas vivendo em situação de rua, sendo que mais da metade delas (1.491) mora na capital. A pesquisa completa deve ser divulgada em novembro deste ano.

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