RN terá 12 atletas e mais seis profissionais nos Jogos Paralímpicos
Natal, RN 6 de jun 2026

RN terá 12 atletas e mais seis profissionais nos Jogos Paralímpicos

23 de julho de 2024
10min
RN terá 12 atletas e mais seis profissionais nos Jogos Paralímpicos
Atletas se encontraram nesta segunda (22) com o governo | Foto: Carmem Felix

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O Rio Grande do Norte será representado por 12 atletas nos Jogos Paralímpicos de Paris, que começam no final de agosto e vão até setembro. Além deles, dois atletas-guia, um técnico em halterofilismo, dois médicos e uma enfermeira também compõem a delegação.

A delegação norte-rio-grandense foi recebida pela governadora Fátima Bezerra (PT) nesta segunda-feira (22). Os atletas são das modalidades de canoagem, natação, atletismo, goalball e dois atletas guia. A delegação brasileira contará com 274 participantes em Paris. Essa é a maior delegação brasileira convocada para uma edição dos Jogos fora do Brasil.

A governadora Fátima Bezerra estará em Paris a convite do Ministério do Turismo, que vai promover uma ação na Casa Brasil no período dos Jogos Olímpicos. 

“O nosso estado estará representado inclusive com um stand para divulgar nossos atrativos e também vamos levar três bordadeiras do município de Timbaúba dos Batista para fazer bordados divulgando nossa cultura no local”, informou.

Ela desejou sorte aos atletas:

“Aos que vão representar o Rio Grande do Norte e o Brasil em Paris nas várias modalidades desejamos boa sorte, inspiração e energia. Contem com nosso apoio e torcida”.

Atletas do RN nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024

Adriana Azevedo – Canoagem – Clube de Regatas Curitiba – Natal/RN

Adriana Azevedo da canoagem, é atleta do Clube de Regatas de Curitiba e CLUBE DE REGATAS CURITIBA,   e teve poliomielite aos 11 meses de vida. Depois, com menos de dois anos, começou a nadar. Já aos 18, a atleta começou a competir pela natação. Aos 32 anos, recebeu o diagnóstico de Síndrome Pós Poliomielite, que causa degeneração muscular. Mas foi em 2016, que a potiguar buscou na canoagem um novo estímulo para continuar no esporte.

Geovana Moura – Goalball – Associação dos Deficientes Visuais do RN – Natal

Geovana Moura do Goalball, da Associação de Deficientes Visuais do Rio Grande do Norte, vai disputar sua primeira paralimpíada. A atleta que pratica o esporte desde os 14 anos, é deficiente visual e se destacou nos campeonatos regionais e nacionais desde 2015.

Romário Marques – Goalball – Instituto Athlon de Desenvolvimento Esportivo – Natal

Ouro nas Paralimpíadas de Tóquio, em 2020, Romário Marques, paratleta do Instituto Athlon de Desenvolvimento Esportivo, perdeu a visão aos oito anos de idade, em consequência de uma Retinose pigmentar. Foi em 2005 que o atleta conheceu o esporte, sendo convocado para a Seleção Brasileira pela primeira vez em 2006. 

Cecília Araújo – Natação – Associação Atlética Ferroviária de Botucatu – Natal

A representante da natação potiguar é Cecília Araújo, da Associação Atlética Ferroviária de Botucatu. A nadadora teve paralisia cerebral no momento de seu nascimento, o que limita os seus movimentos. Cecília se destacou na disputa do World Series de Natação, na França, e é atualmente a melhor do mundo na prova dos 50m livre, além de ser a atual tricampeã mundial da prova.

Jardênia Félix – Atletismo

Jardênia Félix é de Natal tem deficiência intelectual, competia no convencional em 2016 e em 2017 migrou para o paralímpico após um técnico identificar algumas dificuldades. Nas suas conquistas, a potiguar coleciona bronze no salto em distância no Mundial Paris 2023; bronze nos 400m nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020; bronze nos 100m e 200m no INAS Global Games 2019.

Maria Clara – Atletismo

Maria Clara, que é de São Paulo do Potengi, tem má-formação congênita no braço esquerdo, abaixo do cotovelo, e começou a praticar atletismo em um projeto da cidade onde morava, aos 11 anos. No ano seguinte, a representante do atletismo potiguar conheceu o esporte paralímpico após ser convidada para a seletiva das Paralimpíadas Escolares. Dentre os feitos, Maria foi prata nos 400m nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023; bronze nos 400m no Mundial Paris 2023; ouro nos 100m no Open Internacional de atletismo 2023 e ouro no salto em distância, revezamento e prata nos 200m no Mundial de Jovens de atletismo em Nottwill 2019.

Thalita Simplício – Atletismo

Thalita Simplício também é Natal e nasceu com glaucoma. A potiguar tinha apenas baixa visão, mas, aos 12 anos, tornou-se totalmente cega. Praticando vários esportes dentre natação, karatê e goalball, ela começou no atletismo aos 15 anos. Alguns dos seus feitos são: Ouro nos 400m e prata nos 200m no Mundial de Kobe 2024; ouro nos 400m e prata nos 200m nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023; ouro nos 400m e bronze nos 100m e 200m no Mundial Paris 2023; prata nos 400m e nos 200m nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020; ouro nos 400m e prata nos 200m no Mundial Dubai 2019; prata nos 100m e nos 200m nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019; prata no revezamento 4x100m nos Jogos Paralímpicos Rio 2016; bronze nos 400m no Mundial Doha 2015; prata no salto, nos 200m e nos 400m nos Jogos Parapan-Americanos Toronto 2015.

Arthur Silva – Judô

No Judô, o representante masculino é o natalense Arthur Silva. O atleta teve retinose pigmentar e começou a perder a visão aos 2 anos, ficando cego aos 18 anos. Por não conseguir praticar outros esportes por conta da cegueira, o atleta conheceu o judô, colecionando várias medalhas, sendo elas: prata na categoria até 90kg nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023; prata nos Jogos Mundiais da IBSA 2023; bronze no Mundial de Baku 2022; prata nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019; ouro no Campeonato das Américas 2018 no Canadá e no Campeonato das Américas 2017 em São Paulo; bronze nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015.

Rosicleide Andrade – Judô

No judô feminino, é a natalense Rosicleide que representa os potiguares. Ela que teve retinopatia em decorrência da prematuridade, já praticou balé e karatê, ingressando no judô em 2014. Nos seus feitos, ela coleciona: ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023; ouro no Pan-Americano do Canadá 2022; prata no Mundial de Baku 2022

Iure Tauan – Bocha

De Parnamirim, o jovem Iuri representa o estado na Bocha. Com paralisia cerebral, ele começou no esporte depois de um convite de um professor feito na época que fazia natação. Iuri foi revelado nas Paralimpíadas Escolares do CPB, pela qual participou das edições de 2015 a 2019. Nas suas conquistas estão: Ouro por equipes BC1/BC2 nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023; bronze por equipes na Copa do Mundo no Rio de Janeiro 2022; ouro por equipes e bronze no individual na Copa América de 2021; prata na Copa do Mundo em Portugal 2022; e bronze no Challenger de Roma 2022.

Maria Rizonaide – Halterofilismo

A única representante potiguar no halterofilismo é Maria Rizonaide, que é de Santo Antônio. A atleta tem nanismo e começou no esporte em 2011. Antes do esporte, ela já foi representante comercial de empresas de cosméticos, empregada doméstica e babá e participa da sua primeira olimpíada em Paris. Nos seus feitos estão: prata na categoria até 50kg nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023; ouro na Copa do Mundo de Dubai em 2022; ouro no Open das Américas de Saint Louis, nos EUA, em 2022; ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015.

Clara Daniele – Atletismo

Sem biografia identificada no site do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Outros profissionais:

Felipe Veloso – Atletismo – Atleta Guia

Efraim Andrade – Atletismo – Atleta Guia

Carlos Williams – Técnico Halterofilismo

Roberto Vidal – Médico – Natal

Leonardo Martins – Médico – Parnamirim

Francisca Marques – Enfermeira – Bom Jesus

Os Jogos

A convocação de toda a delegação brasileira foi realizada em três partes. O primeiro anúncio aconteceu no último dia 25 de junho, enquanto a segunda lista dos atletas foi divulgada no dia 11. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) finalizou a divulgação no último dia 18 de julho, com a convocação dos participantes do tênis em cadeira de rodas.

O atletismo é a modalidade com a maior quantidade de convocados para Paris 2024, com 70 atletas e 16 atletas-guia. É o esporte em que o Brasil mais conquistou medalhas em Jogos Paralímpicos. Ao todo, o país já faturou 170 medalhas na história da competição somando os pódios das provas nas pistas e no campo – foram 48 de ouro, 70 de prata e 52 de bronze.

O atletismo paralímpico brasileiro teve a sua melhor participação nos Jogos do Rio 2016, quando foi responsável por 33 medalhas de um total de 72 pódios conquistados pela delegação brasileira. Uma representatividade de 46% do total das conquistas do país na maior competição paralímpica. Em Tóquio 2020, os atletas do atletismo subiram ao pódio 28 vezes.

Já neste ciclo, o país obteve campanhas históricas nos Mundiais de atletismo em Paris 2023 e Kobe 2024. No Japão, os brasileiros conquistaram o maior número de medalhas douradas na história da competição. Foram 19 pódios dourados, superando as 16 vitórias registradas na edição de Lyon 2013, que até então era o recorde do país.

A natação tem o segundo maior quantitativo de atletas em Paris – são 37 nadadores ao todo. É também a segunda modalidade em que o Brasil mais conquistou medalhas na história dos Jogos, com 125 medalhas (40 ouros, 39 pratas e 46 bronzes).

Como destaque deste ciclo paralímpico, os nadadores do país conseguiram uma campanha histórica no Mundial da Ilha da Madeira 2022 ao ficarem na terceira colocação do quadro de medalhas do evento, com 53 medalhas, sendo 19 de ouro, 10 de prata e 24 de bronze.

O vôlei sentado, com 24 nomes anunciados, é a terceira modalidade com mais participantes na França. São 12 atletas do time masculino e outros 12 da equipe feminina, que chegará ao evento com o ‘status’ de atual campeã mundial, após o título inédito na Bósnia em 2022.

Já para o tênis de mesa, foram convocados 15 atletas. Com isso, a modalidade terá a quarta maior equipe do país na capital francesa. Entre eles, estará a catarinense Bruna Alexandre. A atleta se tornou a primeira atleta brasileira apta a defender o Brasil nos Jogos Paralímpicos e Olímpicos no mesmo ciclo.

Bruna Alexandre, que foi submetida à amputação do braço direito por consequência de uma trombose, esteve presente em quatro dos oito pódios brasileiros na modalidade até o momento nos Jogos — três pratas e cinco bronzes.

Na história dos Jogos Paralímpicos, o Brasil já conquistou 373 medalhas (109 de ouro, 132 de prata e 132 de bronze), ou seja, está a 27 conquistas do seu 400º pódio no evento. Na última edição, Tóquio 2020, o país fez a sua melhor campanha com 72 medalhas no total, a mesma quantidade obtida nos Jogos do Rio 2016. Destas, 22 foram de ouro, superando as 21 de Londres 2012. Ainda foram mais 20 pratas e 30 bronzes no Japão.

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