Polícia investiga cinzas que causaram queimaduras em fiéis no interior do RN
Natal, RN 3 de jun 2026

Polícia investiga cinzas que causaram queimaduras em fiéis no interior do RN

7 de março de 2025
4min
Polícia investiga cinzas que causaram queimaduras em fiéis no interior do RN
Foto: Reprodução

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Um casal relatou que sofreu queimaduras na testa depois de participar da tradicional missa da quarta-feira de cinzas e receber a marca da cruz, durante a celebração realizada na Paróquia de São José, no município de Carnaúba dos Dantas, na região Seridó do Rio Grande do Norte. A Polícia Civil recolheu, na tarde da quinta-feira (6), as cinzas que causaram os ferimentos nos fiéis para periciar o material e investigar o caso.

Luan Jackson e sua namorada Sara Heloísa descreveram que começaram a sentir a pele arder assim que receberam a marca da cruz na celebração.

Quando a gente entrou na fila, a gente escutou algumas pessoas reclamando de uma queimação na testa, depois de passar essas cinzas. A gente não tinha sentido nada, até então. Só que começou a queimar, batia o vento e queimava muito”, contou Sara.

Sara disse, ainda, que outras pessoas, entre elas o próprio padre Ronney Galvão, que celebrou a missa, em tom de brincadeira, disseram que a dor seria “causada pelos pecados saindo do corpo”.

Padre Ronney Galvão disse não saber o que causou queimaduras. Foto: Reprodução

O padre Ronney Galvão, em vídeo, disse que não sabia o que causou as lesões na pele dos fiéis.

É a primeira vez que ocorre aqui em nossa cidade a algo deste tipo. Nós nos solidarizamos com todos os fiéis que, de alguma maneira, foram lesionados na sua pele. Pedimos a Deus que abençoe a todos”, disse o sacerdote.

As cinzas usadas na celebração em Carnaúba dos Dantas, segundo o padre, é feita com os ramos que os fiéis levam à igreja no “Domingo de Ramos”, na abertura da Semana Santa.

O material, segundo explicou o sacerdote, é guardado e queimado nas fogueiras das festas juninas. As cinzas são recolhidas no dia seguinte para serem guardadas e utilizadas na quarta-feira de cinzas do ano seguinte.

Paróquia emite nota

A Paróquia de São José também emitiu uma nota informando que a preparação das cinzas “foi feita como de costume, absolutamente normal, como todos os anos”. O ritual de espalhar as cinzas na testa dos fiéis faz parte da tradição católica, que marca o início da quaresma, período de 40 dias de preparação para a Semana Santa.

Não sabemos o que causou a alergia nas pessoas. Lamentamos o ocorrido e nos sensibilizamos com todos que tiveram a pele atingida“, diz trecho da nota da Paróquia.

A marca na testa de Luan Jackson ficou mais visível do que a de Sara. Ele contou que, em pouco tempo, começou a sentir a pele arder após receber as cinzas na testa.

“A gente foi à missa, tudo normal. Foi colocada a cinza sobre o nosso rosto, eu voltei para o lugar que eu estava e com pouco tempo começou a queimar. Queimava e não passava. Eu passei o dedo aqui para olhar e fui até o cantinho que não queimou, aí acabou que estava queimando muito”, relatou.

Ele disse, ainda, que foi à casa de um vizinho da igreja, lavou a testa e percebeu que tinha queimado a pele. “Comecei a falar com o pessoal se estava queimando e eles responderam que estava também”, acrescentou.

De acordo com o padre, não foi possível contabilizar quantas pessoas foram queimadas pelas cinzas.

*Com informações do G1 e G1 RN.

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