“Vai cair a máscara”, diz Cadu ao mirar bolsonarismo e oligarquias no RN
O pré-candidato do PT ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, elevou o tom contra os adversários na corrida eleitoral de 2026 e afirmou que a campanha servirá para revelar à população “quem é quem” na disputa estadual. Em entrevista concedida a jornalistas independentes de todo o país, organizada pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Cadu associou seus principais concorrentes ao bolsonarismo e às oligarquias tradicionais do estado, enquanto apresentou sua candidatura como representante do campo progressista e do projeto liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Vai cair a máscara, vai cair o chapéu daqueles que estão tentando enganar o povo do nosso estado”, afirmou o petista ao comentar os futuros debates eleitorais.
A entrevista integrou o projeto Barão nas Eleições 2026 e reuniu perguntas de jornalistas da Agência Saiba Mais, Blog do Barreto, Brasil 247, CartaCapital, Diário do Centro do Mundo (DCM), ICL Notícias, Fórum e TVT.
Ao longo de mais de uma hora de conversa, Cadu buscou consolidar sua identidade política como sucessor do projeto da governadora Fátima Bezerra (PT), mas também procurou apresentar uma marca própria para uma eventual gestão.
“O Rio Grande do Norte que cresce com gente feliz”, resumiu, ao definir o conceito que pretende levar à campanha.
Três projetos em disputa
Em uma das declarações mais contundentes da entrevista, o ex-secretário estadual da Fazenda afirmou que o cenário eleitoral potiguar está dividido entre três campos políticos.
De um lado, segundo ele, estaria “o time de Lula”, representado por sua pré-candidatura. Do outro, o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, que classificou como representante do bolsonarismo. E, numa terceira frente, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, a quem associou às oligarquias tradicionais e também à direita.
“Tem o Cadu de Lula, o Álvaro de Bolsonaro e o Allyson das oligarquias e do bolsonarismo também. Eu tenho dito que ele é um bolsonarista enrustido”, declarou.
A fala reforça uma estratégia que deve marcar sua campanha, nacionalizar o debate e transformar a disputa estadual em um capítulo da polarização entre o campo progressista e a extrema direita.
Lula como eixo central
Durante toda a entrevista, Cadu vinculou seu projeto político à reeleição do presidente Lula e afirmou que a principal missão do grupo governista no Rio Grande do Norte será ampliar a votação do petista em 2026.
“O Rio Grande do Norte tem uma missão muito importante na eleição nacional. Em 2022, dos dois milhões de votos de vantagem de Lula no Brasil, 500 mil vieram daqui”, destacou.
Segundo ele, a próxima eleição presidencial terá relevância histórica.
“A reeleição do presidente Lula em 2026 é a eleição mais importante que ele já disputou.”
Ao comentar o crescimento da extrema direita, o pré-candidato defendeu que o campo progressista dialogue principalmente com a juventude, apresentando os impactos concretos das políticas implementadas pelos governos petistas no Nordeste.
“É preciso fazer a juventude entender o que era o Nordeste antes dos governos do PT e o que o Nordeste é hoje.”
Defesa do legado de Fátima
Questionado sobre como pretende equilibrar continuidade e renovação, Cadu afirmou ter orgulho do legado construído pela governadora Fátima Bezerra e disse que sua candidatura nasce da necessidade de aprofundar transformações iniciadas em 2019.
Entre os principais resultados destacados por ele estão a recuperação fiscal do estado, a redução da violência, a ampliação dos investimentos em infraestrutura hídrica e a geração de empregos.
Na área da segurança pública, citou a queda dos índices de criminalidade e afirmou que o Rio Grande do Norte deixou de ser um dos estados mais violentos do país para se tornar uma das unidades federativas mais seguras.
“Fizemos uma revolução na segurança pública sem polícia violenta, respeitando os direitos humanos.”
Na saúde, reconheceu que a redução das filas para cirurgias eletivas ainda representa um dos principais desafios do estado, defendendo a ampliação da regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS).
Comunicação e redes sociais
Outro tema abordado foi o papel das redes sociais e das big techs no processo eleitoral. Cadu reconheceu que a esquerda disputa espaço em um ambiente que considera desfavorável.
“Nas redes sociais a gente joga fora de casa. O juiz e o VAR são deles também”, afirmou.
Apesar disso, defendeu que o campo progressista amplie sua presença digital e fortaleça os veículos de comunicação independentes.
“A política hoje se faz nas ruas e nas redes.”
Ao final da entrevista, o pré-candidato reforçou sua confiança na reeleição de Lula e na manutenção do projeto petista no Rio Grande do Norte.
“Podem ficar tranquilos. O time do Lula aqui está pronto, preparado e querendo levantar essa bandeira. O Rio Grande do Norte seguirá no rumo certo.”