Campanha “Super Humanos” destaca importância da doação de órgãos no RN
Setembro é conhecido nacionalmente como o mês de conscientização sobre a doação de órgãos. No Rio Grande do Norte, a campanha “Super Humanos: Vidas que Doam Vida” chega para reforçar a solidariedade e incentivar o diálogo sobre um gesto capaz de salvar vidas. A iniciativa envolve ações religiosas, capacitação e mobilização social, trazendo para o centro da pauta a realidade de quem aguarda por um transplante.
A programação começou nesta quarta-feira (3) com uma missa em homenagem aos doadores de órgãos. As atividades seguem ao longo do mês: no dia 19 de setembro será realizado um curso de capacitação para profissionais de saúde, e no dia 27 a campanha promove uma caminhada no Parque das Dunas, em Natal, para simbolizar a união em torno da causa. Já no dia 14 de novembro, a Câmara Municipal de Natal sediará uma audiência pública para avaliar os resultados e debater melhorias no atendimento a pacientes transplantados e em lista de espera.
Realizada em parceria com a Agência Infinita Imagem e a Central de Transplantes do RN, a campanha também terá ampla divulgação em painéis de LED e na programação da InterTV Cabugi. De acordo com dados da Central, atualmente mais de mil potiguares aguardam um transplante: são 2 de coração, 363 de rim e 656 de córnea. Apesar do número significativo de potenciais doadores identificados, apenas cerca de 20% das famílias autorizam a doação.
Para a diretora da Central de Transplantes, Dra. Rogéria Nunes, a mobilização é essencial: “Esta campanha é um passo decisivo para transformar silêncio em escolha, luto em legado, e mostrar que cada gesto conta na vida de quem espera”.
O projeto tem como idealizador o vereador Cláudio Custódio, que já viveu a experiência de doar em vida. Ele ressalta:
“Doar vida é um gesto humano, simples e profundo. Não precisamos ser super-heróis para salvar vidas; basta acreditar que cada ação de solidariedade pode transformar histórias”.
A campanha também chama atenção para as dificuldades enfrentadas por pacientes que precisam de acompanhamento após os transplantes, especialmente aqueles que viajam para outros estados. Para Luzy, presidente da associação Apheto, esse cuidado também deve ser considerado: “Doar vida também é cuidar de quem precisa seguir vivendo. Precisamos oferecer atenção, acolhimento e solidariedade”.
Mais do que uma mobilização, a “Super Humanos” busca consolidar uma cultura de empatia e engajamento, mostrando que a doação de órgãos pode mudar destinos e renovar esperanças no Rio Grande do Norte. Mais informações: superhumanos.net.br
O Rio Grande do Norte viveu, no ano passado, um momento marcante na área de transplantes. Entre os dias 24 e 26 de maio de 2024, o estado registrou um volume de captação de múltiplos órgãos que não ocorria desde 2020. Em apenas um fim de semana, três doadores possibilitaram que 14 pessoas recebessem uma nova chance de vida.
Todos os órgãos ficaram destinados a pacientes do RN, com exceção de dois fígados, que seguiram para transplantes na Bahia e no Ceará.