Professores da UFRN chamam assembleia, mas descartam greve no momento
Natal, RN 27 de mai 2024

Professores da UFRN chamam assembleia, mas descartam greve no momento

18 de março de 2024
3min
Professores da UFRN chamam assembleia, mas descartam greve no momento
Foto: Cícero Oliveira

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Os professores da UFRN, organizados pelo ADURN-Sindicato, realizam uma assembleia geral nesta terça-feira (19) para debater a campanha salarial de 2024. O sindicato critica a proposta de reajuste zero para os servidores neste ano, mas aposta na continuidade das negociações com o governo federal e, ao contrário da entidade que representa os técnico administrativos, não vê motivo para uma greve neste momento.

O ADURN-Sindicato, filiado nacionalmente ao PROIFES-Federação, participa de duas mesas: a Mesa Nacional de Negociação Permanente e  uma outra setorial, da educação. 

“A gente vai levar para a assembleia a proposta de mobilização, trazer o que a gente tem acompanhado no Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais), e também no PROIFES-Federação. No nosso entendimento, enquanto diretoria, a gente ainda tá com a mesa de negociação em aberto. Já foi a sétima rodada no mês de março e tem uma previsão de uma próxima rodada na sequência, agora no mês de abril, e o governo ficou de até meados de maio apresentar uma contraproposta”, explica Oswaldo Negrão, presidente do ADURN.

A contraproposta aguardada se deve à insatisfação gerada na categoria devido a posição atual do governo de não dar nenhum reajuste salarial aos servidores neste ano. Em dezembro passado, o governo oficializou proposta de reajuste de 9% em duas parcelas, para os próximos dois anos, mas sendo a primeira em maio de 2025 e a segunda em maio de 2026. Os docentes também esperam uma recomposição nos auxílios voltados à alimentação, saúde e creche, que são exclusivos para os docentes da ativa e não contemplam os aposentados.

Desde 11 de março, o Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação no Ensino Superior (Sintest), que reúne os técnico-administrativos da UFRN, deflagrou uma greve e  pede a reestruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação – PCCTAE, incluindo a recomposição salarial. Nacionalmente, a paralisação dos técnico-administrativos envolve trabalhadores de 50 universidades e de quatro institutos. Na última quinta (14), estudantes fizeram uma assembleia e aprovaram apoio à paralisação do Sintest.

Para o presidente do ADURN-Sindicato, antes de deflagrar uma possível greve, é preciso construir o movimento.

“Não tem como a gente mobilizar a base como um todo dos professores fazendo a greve já de imediato. Eu acho que a gente precisa construir primeiro um estado de mobilização para na sequência, findada a mesa de negociação, caso de fato o governo insista em não dar nenhum tipo de reajuste em 2024, a gente na sequência faz outras assembleias e vê os encaminhamentos”, aponta.

Outros pontos também estão na pauta da assembleia do sindicato dos docentes da UFRN, incluindo informes (como precatórios e eleições para diretoria do ADURN-Sindicato – Gestão 2024/2027) e apresentação das contas da Diretoria do ADURN-Sindicato, referente ao ano de 2022, segundo parecer do Conselho Fiscal.

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