CPI do INSS é “palco” da extrema-direita para “desviar o foco”, afirma Natália
Natal, RN 23 de jun 2026

CPI do INSS é “palco” da extrema-direita para “desviar o foco”, afirma Natália

8 de maio de 2025
4min
CPI do INSS é “palco” da extrema-direita para “desviar o foco”, afirma Natália
Foto: Câmara dos Deputados

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A deputada federal Natália Bonavides (PT) afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que o pedido de criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) apresentado pela oposição para investigar as fraudes contra aposentados do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) é uma tentativa da extrema-direita de “montar um palco para atrapalhar e desviar o foco”.

Para Natália, o verdadeiro objetivo do bolsonarismo com a CPI do INSS é “enganar você”. A petista disse defender que “tudo que aconteceu de ilegal” no órgão federal seja investigado, mas ponderou que, enquanto “tem gente tentando resolver o problema”, outros só estão querendo “fazer barulho e se aproveitar do que aconteceu”.

“Existe uma investigação séria em curso, liderada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, para acabar com o esquema de fraudes que começou no governo Bolsonaro e ficou intocado durante todo o seu mandato. Agora, o governo Lula está enfrentando esse esquema com investigações que já estão responsabilizando os culpados”, explicou a deputada.

Natália, no entanto, ressaltou que a oposição “não quer investigar de verdade”. Prova disso, segundo ela, é que o requerimento de criação da CPI abrange apenas o período após 2022, excluindo justamente o intervalo de tempo em que, segundo as investigações, as fraudes tiveram início, a partir de 2019, no começo do mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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“Tudo que aconteceu entre 2019 e 2022, o período do governo Bolsonaro, ficaria sem investigação. Mas foi justamente quando o esquema começou e a maior parte do tempo em que ele durou. A pergunta que fica é: o que eles querem esconder?”, questionou a petista.

Natália defendeu que “quem comete crime contra idosos e pessoas vulneráveis tem que ser punido com rigor”, mas alertou que “quem tenta aparecer em cima dessa dor não merece credibilidade”.

Operação Sem Desconto

As fraudes no INSS, iniciadas em 2019, primeiro ano do governo Jair Bolsonaro, foram reveladas pela “Operação Sem Desconto”, realizada conjuntamente pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União.

O esquema, segundo as investigações, envolvia entidades que realizavam descontos indevidos em benefícios previdenciários, sem a autorização dos aposentados e com assinaturas falsas.

Os descontos eram realizados diretamente dos benefícios dos aposentados, simulando filiações às entidades que nunca ocorreram.

No início do governo Bolsonaro, 15 associações mantinham convênio com o INSS, número que aumentou para 29 ao final de 2022. As fraudes, segundo as investigações, chegariam a R$ 6,3 bilhões.

As fraudes no INSS tiveram início quando o líder da oposição no Senado Federal, o potiguar Rogério Marinho (PL), comandava a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. O senador ocupou o cargo de janeiro de 2019 a fevereiro de 2020.

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A operação levou à queda do diretor do INSS, Alessandro Stefanutto, que foi substituído pelo novo presidente, Gilberto Waller. O escândalo também provocou a demissão do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT).

A operação da PF e da CGU ocorreu em 13 estados e no Distrito Federal. Foram investigados os estados do Rio Grande do Norte, Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.

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