Edital quer investir e reconhecer trajetórias e saberes da cultura popular potiguar
Com foco no investimento e no reconhecimento das trajetórias, dos saberes e das práticas que sustentam a cultura popular potiguar, foi lançado o Edital nº 002/2026, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult/RN) e da Fundação José Augusto (FJA). A chamada pública busca credenciar artistas populares, mestres e mestras e grupos de culturas populares e tradicionais, formando um banco de dados para futuras contratações em ações culturais no estado.
O edital reconhece uma ampla diversidade de manifestações tradicionais, como boi calemba, chegança, congos, caboclinhos, coco-de-roda, pastoril, lapinha, maracatu, afoxé, samba de roda, jongo, cirandas, teatro de bonecos (joão-redondo) e teatro de rua, entre outras. Mestres e mestras são definidos como responsáveis pela salvaguarda dessas manifestações em seus territórios, organizando as brincadeiras e promovendo a iniciação de novos brincantes.
O edital tem como objetivo fomentar iniciativas individuais e coletivas ligadas à cultura popular de tradição, reconhecendo quem atua diretamente na preservação e transmissão desses saberes nas comunidades. “Nós abrimos o editais e vamos selecionar projetos, tanto na área da cultura popular quanto na área das linguagens”, explicou Gilson Matias, diretor da Fundação José Augusto. Segundo ele, os proponentes que alcançarem até 60 pontos na avaliação passarão a integrar um banco de dados. “Mas aquele que obtiver até 60 pontos, ele fará parte desse banco de dados.”
Esse cadastro terá validade de dois anos e permitirá que a Fundação José Augusto realize contratações conforme a demanda institucional. “Então, esse banco de dados, ele é formado, vai ter uma durabilidade, ou um tempo de dois anos. Então, até dois anos, a Fundação José Augusto, ela contratará essas pessoas que fazem parte desse banco de dados”, detalhou.
No caso da cultura popular, estão previstas 25 contratações iniciais. Cada contratação terá valor individual de R$ 10.100,00, com apresentações de 60 minutos, totalizando um investimento estimado de R$ 252.500,00.
O edital permite a participação de microempreendedores individuais e pessoas jurídicas. No caso de grupos representados por MEI, Gilson destacou que é necessário detalhar a composição: “Pode, desde que no seu projeto você liste todos os componentes desse grupo. Se cria um documento onde diz que ele autoriza você ser o representante desse grupo, por exemplo.”
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente por e-mail, durante o mês de janeiro, pelo endereço [email protected]. A chamada pública e seus anexos estão disponíveis para consulta no site www.cultura.rn.gov.br.
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