Rogério Marinho ataca Alexandre de Moraes após prisão de Braga Netto
Natal, RN 29 de jun 2026

Rogério Marinho ataca Alexandre de Moraes após prisão de Braga Netto

15 de dezembro de 2024
3min
Rogério Marinho ataca Alexandre de Moraes após prisão de Braga Netto
Braga Netto, Jair Bolsonaro e Rogério Marinho em solenidade do governo / Foto: Marcos Corrêa/PR

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O senador Rogério Marinho (PL) reagiu à prisão do general Walter Braga Netto atacando o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

10 horas após a prisão, Marinho fez uma postagem no X (antigo twitter) classificando como “novo atropelo” a prisão do general e de “prejulgamento de um juiz parcial” as razões pelas quais a prisão foi determinada.

Ex-ministro da Defesa e da Casa Civil do governo Bolsonaro e candidato a vice na chapa derrotada de 2022, Braga Netto foi preso pela Polícia Federal neste sábado (14) acusado de obstrução de Justiça no inquérito em que ele e mais 36 pessoas são acusadas de planejar um golpe de Estado no Brasil, além de tramar os assassinatos do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.

Saiba Mais: Braga Netto é preso: bolsonaristas se calam e esquerda comemora no RN

Para Rogério Marinho, que foi colega de Braga Netto no governo Bolsonaro, não há justificativa para a prisão do general:

– A prisão do General Braga Neto por supostos diálogos mantidos com os pais de Mauro Cid, há mais de um ano, revela novo atropelo do Ministro Alexandre de Moraes ao devido processo legal. Não existindo qualquer fato novo que justificasse a prisão cautelar, a pretensa obstrução à justiça não só não se sustenta, como revela novo prejulgamento de um juiz parcial, com a finalidade de antecipar o cumprimento da pena. O fim do ano está chegando, parece importante continuar a esquentar a narrativa , que claramente não encontrou eco na sociedade”, escreveu.

Walter Braga Netto é o primeiro general de 4 estrelas preso no Brasil por planejar um golpe de Estado. A prisão dele ocorreu um dia após o aniversário de 56 anos do Ato Institucional N° 5, o mais duro decreto da ditadura militar.

Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho foi o único parlamentar de Direita do Rio Grande do Norte que se manifestou em defesa de Braga Netto. Os outros dois bolsonaristas raiz – general Girão e sargento Gonçalves – preferiram o silêncio.

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