Rogério espera reverter “retração” de Styvenson com Flávio Bolsonaro
Natal, RN 26 de jun 2026

Rogério espera reverter “retração” de Styvenson com Flávio Bolsonaro

26 de junho de 2026
5min
Rogério espera reverter “retração” de Styvenson com Flávio Bolsonaro
Valentim se disse “retraído” a apoiar Flávio para presidente por conta das revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master - Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

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Após o senador Styvenson Valentim (Podemos) se dizer “retraído” a apoiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a presidência por conta das revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, o senador Rogério Marinho (PL) afirmou que espera contar com o apoio do colega para outubro. 

Styvenson revelou a “retração” na última terça-feira (23), em entrevista à 96 FM. 

“Eu anunciei o apoio ao Flávio, mas aí eu tô pouco retraído pelas condições que a gente tá acompanhando. Não vou mentir para vocês que esse escândalo do Banco Master atinge pelo menos uma boa parte do Senado, de ministérios”, afirmou.

O parlamentar do Podemos é pré-candidato à reeleição na chapa do bolsonarismo no Rio Grande do Norte. O grupo conta com Álvaro Dias (PL) para governador, Babá Pereira (PL) para vice, e Coronel Hélio (PL) na segunda vaga ao Senado. Já Rogério Marinho coordena a pré-campanha de Flávio à presidência.

Nesta quinta (25), também à 96 FM, Rogério comentou sobre as declarações de Styvenson e disse contar com o apoio do senador ao seu aliado.

“O tempo é o senhor da razão. Nós vamos ter um período aí em que essas acusações que foram colocadas, ou essas dúvidas, vão ser postas por terra. Styvenson é alguém que tem muito valor. Nós acreditamos que ele tem feito um grande trabalho como senador da República, queremos muito o apoio dele, e vai ser muito importante para o nosso projeto e vamos tentar fazer com que ele concretize esse apoio, reafirme esse apoio. O tempo é quem vai responder essa questão”, disse.

Neste mês, em entrevista ao jornal O Globo, Marinho reconheceu que o caso causou abalo à campanha e provocou efeito negativo na trajetória nas pesquisas de intenção de voto.

“O questionamento feito ao Flávio é que uma relação privada veio a público de uma forma criminalizada. Se ele tivesse tido cuidado de expor isso antes, talvez o impacto não fosse tão grande. Não se trata de contrapartida, de advocacia administrativa nem de apresentação de projetos que vão beneficiar A ou B. Ele (Vorcaro) foi recebido fora da agenda mais de uma vez pelo nosso principal adversário (Lula). Não há perplexidade nem indignação. Quando você fala de Lula e de corrupção, isso está precificado. E na hora em que do nosso lado tem uma relação privada, é criminalizada porque não foi exposta da maneira adequada. Sem dúvida nenhuma, isso deu um abalo na campanha”, disse.

Saiba Mais: Rogério reconhece “abalo” na pré-campanha de Flávio Bolsonaro após caso “Dark Horse”

Em 22 de maio, dias após a revelação das conversas, pesquisa Datafolha mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu vantagem em intenção de votos Flávio Bolsonaro. A distância entre os dois pré-candidatos saiu de três para nove pontos percentuais, em comparação com o levantamento anterior, de 13 de maio.

Dark Horse

Em 13 de maio, o site Intercept Brasil divulgou o áudio em que o senador e pré-candidato à Presidência aparece solicitando R$ 134 milhões ao dono do banco Master para financiar o filme Dark Horse, uma espécie de cinebiografia de Jair Bolsonaro.

A gravação integra o material apreendido pela Polícia Federal no celular de Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, investigado em um escândalo financeiro que levou à liquidação da instituição pelo Banco Central em novembro de 2025.

Saiba Mais: Áudio vazado de Flávio Bolsonaro com banqueiro investigado repercute entre políticos do RN

Já na terça (19), Flávio admitiu que foi à casa de Daniel Vorcaro no fim de 2025, depois da primeira prisão do dono do Banco Master. Na época, Vorcaro usava tornozeleira eletrônica como parte das medidas restritivas. O pré-candidato só reconheceu a ida à casa de Vorcaro após a informação ter sido revelada pelo portal Metrópoles.

Até então, o senador Flávio Bolsonaro sustentava não ter nenhuma relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Em um primeiro momento, no dia 13, ele negou que o filme tivesse recebido dinheiro do banqueiro.

Repórter: Senador, por que o filme do seu pai foi bancado pelo Vorcaro?
Flávio Bolsonaro: É mentira. De onde você tirou isso? Ah, irmão, pelo amor de Deus. Aos jornalistas, bom trabalho e militante… De onde você tirou isso? É dinheiro privado.

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