Rogério reconhece “abalo” na pré-campanha de Flávio Bolsonaro após caso “Dark Horse”
Natal, RN 15 de jun 2026

Rogério reconhece “abalo” na pré-campanha de Flávio Bolsonaro após caso “Dark Horse”

15 de junho de 2026
4min
Rogério reconhece “abalo” na pré-campanha de Flávio Bolsonaro após caso “Dark Horse”
O senador, no entanto, minimizou a queda nos números e afirmou que “uma campanha não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona” - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

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Coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência, o senador potiguar Rogério Marinho (PL) reconheceu que a revelação do caso “Dark Horse” causou abalo à campanha e provocou efeito negativo na trajetória nas pesquisas de intenção de voto.

Em entrevista ao jornal O Globo, o senador, no entanto, o senador minimizou a queda nos números e afirmou que “uma campanha não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona”.

“O questionamento feito ao Flávio é que uma relação privada veio a público de uma forma criminalizada. Se ele tivesse tido cuidado de expor isso antes, talvez o impacto não fosse tão grande. Não se trata de contrapartida, de advocacia administrativa nem de apresentação de projetos que vão beneficiar A ou B. Ele (Vorcaro) foi recebido fora da agenda mais de uma vez pelo nosso principal adversário (Lula). Não há perplexidade nem indignação. Quando você fala de Lula e de corrupção, isso está precificado. E na hora em que do nosso lado tem uma relação privada, é criminalizada porque não foi exposta da maneira adequada. Sem dúvida nenhuma, isso deu um abalo na campanha”, disse.

Em 22 de maio, dias após a revelação das conversas, pesquisa Datafolha mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu vantagem em intenção de votos Flávio Bolsonaro. A distância entre os dois pré-candidatos saiu de três para nove pontos percentuais, em comparação com o levantamento anterior, de 13 de maio.

Rogério Marinho ainda foi questionado pelo jornal sobre quando a prestação de contas do filme — prometida por Flávio — seria feita, mas não cravou data.

“Esperamos que após a prestação de contas, que será feita, as pessoas possam virar essa página e entender que nós temos um Brasil para discutir”, justificou.

Em 13 de maio, o site Intercept Brasil divulgou o áudio em que o senador e pré-candidato à Presidência aparece solicitando R$ 134 milhões ao dono do banco Master para financiar o filme Dark Horse, uma espécie de cinebiografia de Jair Bolsonaro.

A gravação integra o material apreendido pela Polícia Federal no celular de Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, investigado em um escândalo financeiro que levou à liquidação da instituição pelo Banco Central em novembro de 2025.

Saiba Mais: Áudio vazado de Flávio Bolsonaro com banqueiro investigado repercute entre políticos do RN

Já na terça (19), Flávio admitiu que foi à casa de Daniel Vorcaro no fim de 2025, depois da primeira prisão do dono do Banco Master. Na época, Vorcaro usava tornozeleira eletrônica como parte das medidas restritivas. O pré-candidato só reconheceu a ida à casa de Vorcaro após a informação ter sido revelada pelo portal Metrópoles.

Até então, o senador Flávio Bolsonaro sustentava não ter nenhuma relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Em um primeiro momento, no dia 13, ele negou que o filme tivesse recebido dinheiro do banqueiro.

Repórter: Senador, por que o filme do seu pai foi bancado pelo Vorcaro?
Flávio Bolsonaro: É mentira. De onde você tirou isso? Ah, irmão, pelo amor de Deus. Aos jornalistas, bom trabalho e militante… De onde você tirou isso? É dinheiro privado.

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