Seca atinge todo o RN e chuvas ocorrem abaixo da média em 2025
Natal, RN 8 de jun 2026

Seca atinge todo o RN e chuvas ocorrem abaixo da média em 2025

5 de junho de 2025
3min
Seca atinge todo o RN e chuvas ocorrem abaixo da média em 2025

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O Rio Grande do Norte enfrenta um dos cenários hídricos mais preocupantes dos últimos anos. De acordo com o Monitor de Secas e dados do Instituto de Gestão das Águas (Igarn), a seca atinge 100% do território potiguar, situação que não era registrada desde dezembro de 2024, e os principais reservatórios do estado já operam com apenas metade da capacidade. As previsões climáticas feitas no início do ano não se confirmaram e o volume de chuvas entre março e maio caiu 42% em relação ao mesmo período de 2024, agravando a crise.

Mesmo com registros de chuvas em todas as regiões do estado, a baixa intensidade das precipitações comprometeu a recarga dos mananciais. Em janeiro, os reservatórios monitorados pelo Igarn somavam 61% da capacidade total. No fim de maio, esse índice despencou para pouco mais de 50%. A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, a maior do estado, acumula hoje cerca de 60%, mas outros reservatórios estratégicos, como Oiticica (14,46%) e Dourado (34,68%), estão em níveis críticos.

A estiagem também se intensificou em termos de severidade: 36% do território potiguar apresenta seca moderada, especialmente nas regiões Sudoeste e Seridó. Nessas áreas, além das perdas na agricultura e na pecuária, há sinais de redução no nível de córregos e poços, impactando diretamente o abastecimento humano.

Diante do agravamento da crise, o Governo do Estado iniciou articulações para traçar medidas emergenciais. A prioridade, segundo o Igarn, é garantir o abastecimento humano e o uso racional da água até a próxima quadra chuvosa, em 2026. Uma mobilização envolvendo municípios, movimentos sociais, igrejas e entidades do campo está sendo planejada para conscientizar a população sobre o uso responsável da água.

“Estamos diante de uma situação que exige gestão rigorosa e participação coletiva. Precisamos esticar ao máximo o uso da água disponível para atravessar o restante do ano sem comprometer as atividades essenciais do estado”, afirmou Procópio Lucena, diretor-presidente do Igarn.

Com chuvas abaixo da média, reservatórios em queda e estiagem avançando, o estado entra em um novo ciclo de incertezas climáticas. O alerta é que sem ações efetivas de mitigação e planejamento de longo prazo, os impactos poderão ser ainda mais severos nos próximos meses.

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