Surto de esporotricose no RN exige alerta e ação da população
Natal, RN 3 de jun 2026

Surto de esporotricose no RN exige alerta e ação da população

7 de junho de 2025
3min
Surto de esporotricose no RN exige alerta e ação da população
Imagem: AJTMH

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O Rio Grande do Norte vive um surto preocupante de esporotricose, uma doença infecciosa causada por fungos do gênero Sporothrix, que está se espalhando rapidamente entre gatos e também infectando humanos. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), já são mais de 3 mil casos registrados em todo o estado. O crescimento da doença acendeu um alerta em instituições como a UFRN, que têm atuado em parceria com o poder público para conter o avanço da infecção.

A veterinária Beatriz Morais, especialista em felinos, explica que a doença tem se tornado mais comum nas cidades devido à transmissão direta entre gatos. “A esporotricose não é só um problema veterinário, mas um risco real à saúde pública. Muitas vezes, os tutores demoram a perceber os sintomas nos animais, o que aumenta a chance de transmissão”, afirma.

A infecção pode ser transmitida para humanos principalmente por arranhões, mordidas ou contato com secreções de gatos infectados. Em animais, os sinais mais comuns são feridas na pele, secreção no nariz, perda de peso e dificuldade para se alimentar. Já em humanos, a doença começa com lesões na pele que podem se agravar se não forem tratadas.

Como identificar os sinais
Nos gatos, fique atento a feridas que não cicatrizam, caroços ou áreas com secreção. O comportamento do animal também muda: ele pode se isolar, deixar de comer ou parecer mais agressivo. Em caso de suspeita, procure atendimento veterinário imediatamente.

Prevenção começa em casa
A melhor forma de prevenir a esporotricose é manter os gatos dentro de casa e evitar o contato com animais de rua. Castrar os felinos também ajuda a reduzir a população nas ruas e, consequentemente, o risco de transmissão da doença. Ao lidar com gatos doentes ou feridos, o uso de luvas é essencial.

Responsabilidade compartilhada
O combate à esporotricose envolve o poder público, mas também exige responsabilidade dos tutores. “A gente precisa que as pessoas cuidem bem dos seus animais, levem ao veterinário, façam a castração e não abandonem. Esse é um problema de todos nós”, reforça a veterinária.

A UFRN e a Sesap já iniciaram campanhas de conscientização e atendimento gratuito para diagnóstico e tratamento da doença. A recomendação é que qualquer pessoa que apresente lesões após o contato com gatos procure uma unidade de saúde o quanto antes.

Enquanto isso, a orientação é clara: proteger os felinos é também uma forma de proteger a saúde das pessoas.

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