Hapvida passará por condução coercitiva na CEI dos planos de saúde de Natal
Natal, RN 26 de jun 2026

Hapvida passará por condução coercitiva na CEI dos planos de saúde de Natal

28 de agosto de 2025
3min
Hapvida passará por condução coercitiva na CEI dos planos de saúde de Natal
Foto: Elpídio Junior

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A Justiça determinou a condução coercitiva dos representantes da empresa Hapvida para que prestem esclarecimentos à Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura a atuação dos planos de saúde na capital potiguar. O pedido partiu da Procuradoria da Câmara Municipal de Natal, depois que a operadora não compareceu nem justificou a ausência em reunião neste mês.

O despacho foi assinado pelo juiz Valdir Flavio Lobo Maia, da 9ª Vara Criminal da Comarca de Natal. O magistrado afirmou que a “condução coercitiva deve ser feita com apoio de autoridade policial, face à ausência injustificada na última audiência, embora devidamente intimado”. O juiz ainda determinou que a medida seja cumprida já para a próxima reunião da comissão, marcada para o dia 3 de setembro, às 15h.

Presidente da CEI, o vereador Kleber Fernandes (Republicanos) considerou que a condução coercitiva determinada pela Justiça deixa claro que as operadoras de saúde não estão acima da lei. 

“Precisam dar respostas à sociedade e cumprir suas obrigações. A CEI vai até o fim para defender o direito dos consumidores”, disse.

A judicialização para a condução coercitiva havia sido aprovada em 6 de agosto, diante de uma falta reiterada das empresas à convocação para a CEI. Antes disso, em junho, houve uma convocação semelhante em que Hapvida, Humana Saúde e Unimed faltaram. A única operadora que apresentou justificativa à época foi a Unimed Natal, que solicitou o reaprazamento de sua oitiva em razão de mudanças recentes na diretoria. O pedido foi aceito pela comissão. Já a Hapvida e Humana, na ocasião, não justificaram a ausência. 

A CEI cogitou solicitar a condução coercitiva dos representantes dos dois planos naquele momento, mas recuou porque as próprias operadoras confirmaram que iriam em 6 de agosto — mas a Hapvida faltou mais uma vez, enquanto a Humana enviou um representante que não respondeu aos questionamentos dos parlamentares de forma satisfatória, segundo os vereadores.

Já na semana passada, a CEI dos planos de saúde ouviu pais e mães de crianças com condições atípicas que enfrentam dificuldades com negativas dos planos de saúde na cobertura de terapias essenciais. Todos exigiram que as operadoras cumpram a cobertura obrigatória dos tratamentos e procedimentos necessários, conforme previsto em lei.

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