Edufrn lança dramaturgia de Newton Navarro e resgata faceta pouco conhecida do artista
Natal, RN 8 de jun 2026

Edufrn lança dramaturgia de Newton Navarro e resgata faceta pouco conhecida do artista

10 de outubro de 2025
3min
Edufrn lança dramaturgia de Newton Navarro e resgata faceta pouco conhecida do artista

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Na última quinta-feira (9), a Editora da UFRN (Edufrn) lançou o livro A dramaturgia de Newton Navarro, reunindo três peças encenadas na década de 1960: Um jardim chamado Getsêmani, O caminho da Cruz e Hoje tem poesia!. A iniciativa revela um aspecto menos visível da trajetória multifacetada de Newton Navarro, figura emblemática das artes potiguares.

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Newton Navarro Bilro nasceu em 8 de outubro de 1928, em Natal, e faleceu na mesma cidade em 18 de março de 1992. Filho de Elpídio Soares Bilro e Celina Navarro Bilro, passou parte da infância na Fazenda Milhã, no município de Jardim de Angicos, interior do Rio Grande do Norte.

Apesar de hoje ser mais lembrado como artista plástico, especialmente por suas paisagens urbanas e cenas marítimas nos bairros da Redinha e Ribeira/Santos Reis, e pelas representações do rio Potengi e dos pescadores locais. Newton Navarro também foi poeta, cronista, contista e dramaturgo.

Navarro iniciou sua vida literária publicando Subúrbio do Silêncio (1953), obra poética, seguida de ABC do Cantador Clarimundo (1955). Em 1961 lançou O Solitário Vento do Verão, sua estreia no conto como livro individual. Ele também produziu crônicas e contos: 30 Crônicas Não Selecionadas (1969), Os Mortos São Estrangeiros (1970), e Beira-Rio e Do Outro Lado do Rio, Entre os Morros (nas décadas de 1970) são exemplos de seu trabalho em crônica e prosa que buscam capturar a paisagem urbana, o rio, as pessoas e o cotidiano natalense.

Nos anos 1950 e 1960, colaborou com periódicos locais como A República, publicando desenhos, crônicas e artigos sobre o cotidiano e as transformações urbanas de Natal. Sua escrita é marcada pela simplicidade, cortesia poética e sensibilidade para captar os sentidos.

Embora menos conhecida, a dramaturgia de Newton Navarro era parte de seu repertório criativo, produzida sobretudo nas décadas de 1960. No livro relançado, as peças Um jardim chamado Getsêmani, O caminho da Cruz e Hoje tem poesia! são editadas pela primeira vez em volume impresso.

Nas artes visuais, Navarro percorreu desde aquarelas de caráter romântico até composições gráficas mais firmes, sempre com forte vínculo à paisagem natalense: o rio, o mangue, o cais, os morros, as embarcações, os pescadores. Ele foi considerado um dos pioneiros da arte moderna no Rio Grande do Norte.

Com a edição de A dramaturgia de Newton Navarro, a Edufrn renova o compromisso de preservar e difundir essa faceta menos conhecida de um artista já consagrado. A organização ficou a cargo de Tarcísio Gurgel, e o livro marca um resgate importante da memória teatral potiguar.

Além disso, o lançamento foi acompanhado da abertura da exposição “Os frutos do amor amadurecem ao sol”, que reúne obras visuais do artista (curadoria de Ângela Almeida e Elidete Alencar).

Este relançamento representa uma ponte entre as linguagens de Navarro: reforça a unidade artística de quem sempre transitou entre pintura, literatura e teatro, e estimula novas leituras e encenações de sua dramaturgia.

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