Governo inclui ferrovia Natal-Macau em projeto de retomada estratégica
Natal, RN 16 de jun 2026

Governo inclui ferrovia Natal-Macau em projeto de retomada estratégica

16 de junho de 2026
3min
Governo inclui ferrovia Natal-Macau em projeto de retomada estratégica
A linha entre Natal e Macau possui 241 km de extensão - Foto: reprodução

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O trecho ferroviário entre Natal e Macau, no Rio Grande do Norte, foi incluído na carteira nacional de projetos de Ferrovias Inteligentes do Ministério dos Transportes. O programa contempla oito projetos ferroviários estratégicos: Ferrogrão, Malha Oeste, Anel Ferroviário do Sudeste (EF-118), Corredor Minas–Rio, Corredor Fico–Fiol, Corredor Rio Grande, Corredor Mercosul e Corredor Paraná–Santa Catarina. 

A proposta busca retomar o transporte de passageiros e revitalizar trechos ferroviários ociosos. A linha entre Natal e Macau possui 241 km de extensão. A agenda ferroviária apresentada pelo Ministério prevê a consolidação de uma rede logística integrada, conectando ferrovias, rodovias, hidrovias, portos e terminais de cargas. 

Juntos, os empreendimentos têm potencial para impulsionar a competitividade do país, ampliar a integração logística e movimentar cerca de R$ 600 bilhões em investimentos em todo setor ferroviário ao longo dos próximos anos.

As medidas foram anunciadas durante evento realizado na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, na última quinta-feira (11). A carteira apresentada ao mercado inclui os projetos Salvador-Feira de Santana, Fortaleza-Sobral e São Luís-Itapecuru Mirim para transporte ferroviário de passageiros. Já na frente das Ferrovias Inteligentes, foram listados os trechos Alagoinhas-Propriá, entre Bahia e Sergipe, e Natal-Macau, no RN.

Durante a abertura do evento “Novos caminhos sobre trilhos: O Futuro das Ferrovias no Brasil”, voltado à apresentação da carteira ferroviária a investidores, o ministro dos Transportes, George Santoro, defendeu que as ferrovias deixem de ser vistas apenas como obras de infraestrutura e passem a ser encaradas como plataformas de negócios capazes de gerar desenvolvimento econômico, atrair investimentos e reduzir os custos logísticos do país.

“A ideia aqui é explicar as ferrovias como uma plataforma de negócios, mudar a visão tradicional de obra de infraestrutura. Se a gente não trabalhar o custo logístico, a produtividade econômica do Brasil não cresce”, afirmou o chefe da pasta.

A proposta apresentada considera um cenário de crescimento da produção agrícola, industrial e de biocombustíveis nos próximos anos, o que aumenta a necessidade de investimentos em logística e transportes. O Brasil tem cerca de 30 mil quilômetros de ferrovias, mas menos de 10 mil quilômetros estão em operação.

O plano ainda prevê o leilão de 17 terminais logísticos de cargas ao longo da Ferrovia Norte-Sul (FNS), além de investimentos estimados em R$ 160 bilhões e linhas de financiamento com prazo de até 40 anos para novos empreendimentos.

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