Natal terá ato pelo fim da escala 6x1 nesta terça (30)
Centrais sindicais e partidos políticos em Natal se somam ao dia nacional de mobilização pelo fim da escala 6×1, nesta terça-feira (30). Na capital potiguar, o ato político-cultural acontece às 15h com concentração na parada do Carrefour, na Zona Sul, e caminhada até o supermercado Nordestão, na Avenida Roberto Freire.
A convocação é feita pela Frente Brasil Popular, CUT-RN, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Pública, VAT-RN, PSTU, PCdoB, PSOL e PT.
A PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais sem redução salarial, já foi aprovada pelos deputados federais.
Para ir à sanção presidencial, o texto precisa ser aprovado também por 49 dos 81 senadores em duas votações, mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP) ainda não definiu uma data para ser votado.
Só no Rio Grande do Norte, 14,1 mil pessoas trabalham em regime de escala 6 x 1. No Brasil, segundo dados do IBGE, são 14 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, sendo 1,4 milhão empregadas domésticas.
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Para a presidente da Frente Brasil Popular no Rio Grande do Norte, Eliane Bandeira, a luta pelo fim da escala 6×1 é uma luta por dignidade.
“Milhões de trabalhadores e trabalhadoras vivem submetidos a jornadas exaustivas, com apenas um dia de descanso, realidade que compromete a saúde física e mental, dificulta o convívio familiar, impede o acesso à cultura, ao lazer e à formação, além de aprofundar a precarização das relações de trabalho”, aponta.
De acordo com Bandeira, o Brasil já produziu riqueza suficiente para garantir melhores condições de vida aos trabalhadores. Ela diz que, após o passo dado pela Câmara dos Deputados, agora cabe ao Senado ouvir o clamor das ruas.
“A sociedade brasileira espera que o Senado esteja à altura deste momento histórico. A hora é de votar. Cada dia de atraso significa milhões de trabalhadores submetidos a jornadas exaustivas, adoecimento e menos tempo para viver. O povo quer resposta, e a resposta deve vir em forma de votação. Que o Senado coloque imediatamente a PEC em pauta e permita que a vontade popular”, defende.