Natal terá ato pelo fim da escala 6×1 nesta terça (30)
Natal, RN 29 de jun 2026

Natal terá ato pelo fim da escala 6x1 nesta terça (30)

29 de junho de 2026
2min
Natal terá ato pelo fim da escala 6x1 nesta terça (30)
A manifestação é convocada por centrais sindicais, partidos políticos e movimentos populares e está marcada para às 15h com concentração na parada do Carrefour - Foto: Concita Alves

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Centrais sindicais e partidos políticos em Natal se somam ao dia nacional de mobilização pelo fim da escala 6×1, nesta terça-feira (30). Na capital potiguar, o ato político-cultural acontece às 15h com concentração na parada do Carrefour, na Zona Sul, e caminhada até o supermercado Nordestão, na Avenida Roberto Freire.

A convocação é feita pela Frente Brasil Popular, CUT-RN, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Pública, VAT-RN, PSTU, PCdoB, PSOL e PT.

A PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais sem redução salarial, já foi aprovada pelos deputados federais.

Para ir à sanção presidencial, o texto precisa ser aprovado também por 49 dos 81 senadores em duas votações, mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP) ainda não definiu uma data para ser votado.

Só no Rio Grande do Norte, 14,1 mil pessoas trabalham em regime de escala 6 x 1. No Brasil, segundo dados do IBGE, são 14 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, sendo 1,4 milhão empregadas domésticas.

Saiba Mais: Fim da escala 6×1 beneficia 141,4 mil trabalhadores no RN

Para a presidente da Frente Brasil Popular no Rio Grande do Norte, Eliane Bandeira, a luta pelo fim da escala 6×1 é uma luta por dignidade. 

“Milhões de trabalhadores e trabalhadoras vivem submetidos a jornadas exaustivas, com apenas um dia de descanso, realidade que compromete a saúde física e mental, dificulta o convívio familiar, impede o acesso à cultura, ao lazer e à formação, além de aprofundar a precarização das relações de trabalho”, aponta.

De acordo com Bandeira, o Brasil já produziu riqueza suficiente para garantir melhores condições de vida aos trabalhadores. Ela diz que, após o passo dado pela Câmara dos Deputados, agora cabe ao Senado ouvir o clamor das ruas.

“A sociedade brasileira espera que o Senado esteja à altura deste momento histórico. A hora é de votar. Cada dia de atraso significa milhões de trabalhadores submetidos a jornadas exaustivas, adoecimento e menos tempo para viver. O povo quer resposta, e a resposta deve vir em forma de votação. Que o Senado coloque imediatamente a PEC em pauta e permita que a vontade popular”, defende.

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