Abstenção diminui no RN, mas ainda é próxima dos números da pandemia
Passado o primeiro turno das eleições municipais, a média da abstenção dos eleitores no Rio Grande do Norte foi de 16,54%. O número diminuiu em relação a 2020 — em que a eleição foi realizada em meio à pandemia — mas ainda é maior do que em outras disputas passadas, como 2012 e 2016.
A abstenção é o termo usado para definir a não-participação do eleitor no dia da votação. O índice é calculado como o percentual de eleitores que, tendo direito, não se apresentam às urnas. É diferente dos casos em que o eleitor, apresentando-se, vota em branco ou anula o voto.
Em 2024, no RN, o índice ficou em 16,54%, equivalente a 438.097 eleitores.Outros 2.211.185 votantes compareceram. Em 2020, a abstenção foi de 17,53%. Já em 2016 ficou em 13,56% e, em 2012, 13,43%.
No principal colégio eleitoral do Estado, Natal, a abstenção foi mais alta: 25,22%. Há quatro anos, o percentual foi de 28,16%. Mossoró teve 16,65% de faltosos neste pleito e Parnamirim, 20,85%. Nas três principais cidades e também na média do Estado, a abstenção caiu em relação a 2020, mas foi superior aos anos de 2016 e 2012.
| ABSTENÇÕES NAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS | ||||
| Natal | Mossoró* | Parnamirim | RN | |
| 2012 | 18,32% | 12,80% | 14,42% | 13,43% |
| 2016 | 19,60% | 13,59% | 11,43% | 13,56% |
| 2020 | 28,16% | 17,15% | 23,07% | 17,53% |
| 2024 | 25,22% | 16,65% | 20,82% | 16,54% |
*Neste período, Mossoró ainda teve uma eleição suplementar em 2014, com 18,45% de abstenção
Em todo o Brasil, o comparecimento dos eleitores às urnas, de 78,29%, foi considerado elevado pela ministra Cármen Lúcia, que é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O índice de abstenção, neste 1º turno, foi de 21,71%, seguindo alto como ocorreu nos pleitos municipais de 2020 (23,15%) e de 2018 (17,58%).
De acordo com dados coletados pelo e-Título, as justificativas eleitorais apresentadas neste domingo (6) no Brasil somaram 2.604.123, enquanto as consultas aos locais de votação contabilizaram 11.859.032. As justificativas eleitorais tiveram um aumento de 65,9%, se comparado com 2022, lembrando que o parâmetro de eleições municipais é diferente do de pleitos gerais.
Na votação, foram utilizadas 478.026 urnas. Desse total, apenas 3.218 (0,61%) foram substituídas pelas de contingência.