Tribos indígenas e escolas de samba desfilam na sexta (7) e no sábado (8) em Natal 
Natal, RN 4 de jun 2026

Tribos indígenas e escolas de samba desfilam na sexta (7) e no sábado (8) em Natal 

7 de março de 2025
4min
Tribos indígenas e escolas de samba desfilam na sexta (7) e no sábado (8) em Natal 
Desfile de 2012 - Foto: arquivo pessoal/Miro Filho

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As tribos indígenas juntam-se às escolas de samba para desfilar em Natal e encerrar o carnaval na capital potiguar, nesta sexta-feira (7) e no sábado (8). Sete agremiações indígenas desfilam na rua Duque de Caxias, na Ribeira. A programação dos desfiles consta na edição especial do Diário Oficial do Município do dia 1º de março.

Na sexta-feira, a abertura será às 20h. A Tribo Guarani desfila das 20h às 20h15; a Tribo Apaches sai das 20h15 às 20h30; e a Gaviões da Maré desfila das 20h30 às 20h45.

Já no sábado, a abertura é às 19h30. A Tribo Mobralino Mapabu será a primeira a desfilar, das 19h30 às 19h45; seguida pela Tapuia, das 19h45 às 20h; a Tupi Guarani sai das 20h às 20h15; e a Tribo Tabajara sai das 20h15 às 20h30.

Cada tribo terá 15 minutos para se apresentar e foi eleita via seleção pública pela Fundação Cultural Capitania das Artes. As agremiações não realizam disputas entre si desde 2018, apenas desfilam. Essa tradição começou no carnaval de Natal há cerca de um século.

Um pouco de história

O pesquisador Valdemiro Severiano Filho contou à reportagem da Agência Saiba Mais que encontrou duas versões para o surgimento dessas agremiações. A primeira versão, de fontes orais, diz que a primeira tribo teria sido “Os Potiguares”, de Augusto Brasil, no bairro Rocas, em Natal, com incentivo de Câmara Cascudo. Isso teria acontecido ainda no início da década de 1920. 

Já a segunda versão foi encontrada na imprensa e menciona tribos carnavalescas em 1934, com “Os Guaranys”, de “Seu Bumbum”, no Alecrim. “As fontes escritas, a partir de 1934, passaram a veicular, todos os anos, referência a esta agremiação, ao passo que ‘Os Potiguares’ só foram mencionados a partir de 1943”, diz.

De acordo com o pesquisador, o desfile já teve momentos de maior prestígio, quando recebia mais apoio dos prefeitos, mas resiste. “Houve um desprestígio nesta última década, quando as tribos carnavalescas deixaram de competir, realizando somente um cortejo, sendo destinado pouco tempo. O próprio poder público não incentiva a população a participar e assistir aos desfiles, o que é lastimável”, pontua.

Escolas de samba também desfilam

Começa nesta sexta-feira (7) e segue até o sábado (8) o s desfiles das escolas de samba de Natal, a partir das 19h, na mesma Avenida Duque de Caxias.

São 12 escolas divididas em dois dias na “passarela do samba”, lutando pelo título de campeã de 2025. O Grupo B (da sexta) terá 50 minutos para exibir o melhor do seu samba; enquanto o Grupo A (sábado), contará com 60 minutos de desfile para conquistar o público e os jurados.

A comissão julgadora é composta por dez membros especialistas, que avaliarão bateria, samba-enredo, evolução, fantasia, alegorias, comissão de frente, além de Mestre-sala e Porta-bandeira. 

Entre os destaques dos enredos, a União do Samba traz a história de vida do produtor cultural Lula Belmont, fundador do Bloco das Kengas, com “Lula Belmont, de Serra de São Bento ao estrelato em Natal”. Saiba Mais neste link.

Confira programação
Sexta
20h – 20h15 Tribo Guarani 
20h15 – 20h30 Tribo Apaches 
20h30 – 20h45 Tribo Gaviões da Maré 

Sábado 
19h30 – 19h45 Tribo Mobralino Mapabu 
19h45 – 20h Tribo Tapuia 
20h – 20h15 Tribo Tupi Guarani 
20h15 – 20h30 Tribo Tabajara

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