Policial Civil do RN é afastada por vazar dados a milicianos
Natal, RN 28 de jun 2026

Policial Civil do RN é afastada por vazar dados a milicianos

29 de abril de 2025
2min
Policial Civil do RN é afastada por vazar dados a milicianos

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Uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Norte revelou, nesta terça-feira (29), um esquema de vazamento de informações sigilosas envolvendo uma agente da própria corporação. A policial civil, que atuava em uma unidade plantonista, é investigada por acessar indevidamente dados de investigações e repassá-los a policiais militares e integrantes de facções criminosas.

A ação, batizada de “Operação Inimigo Oculto”, foi deflagrada pelo Departamento de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DECCOR-LD), com apoio da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A Justiça determinou o cumprimento de mandado de busca e apreensão e o afastamento cautelar da servidora do cargo por 90 dias.

Segundo as investigações, a agente acessava procedimentos sigilosos da DHPP, especialmente inquéritos que envolviam policiais militares vinculados ao 4º Batalhão da PM, e repassava essas informações aos próprios investigados ou a pessoas ligadas a eles. Também foi constatado o repasse de dados referentes a investigações sobre facções criminosas.

Parte dos PMs beneficiados com os vazamentos está presa e responde a investigações por participação em grupos de extermínio e milícias. De acordo com a Polícia Civil, as informações vazadas chegaram a ser divulgadas em redes sociais, sendo utilizadas por milicianos como ferramenta de autopromoção.

As apurações indicam que os acessos ao sistema interno ocorriam ao mesmo tempo em que a policial mantinha contato telefônico com os investigados, o que reforça a suspeita de cooperação direta com os grupos criminosos.

O nome da operação faz referência à atuação da investigada a partir de dentro da instituição, comprometendo investigações sensíveis e favorecendo ações de milicianos e outros grupos armados. O caso reacende o debate sobre a infiltração de organizações criminosas em setores do Estado, especialmente nas forças de segurança pública, e levanta questionamentos sobre os mecanismos de controle e prevenção dentro das próprias corporações.

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