Janja se solidariza com vítima de tentativa de feminicídio em Natal
Natal, RN 23 de jun 2026

Janja se solidariza com vítima de tentativa de feminicídio em Natal

30 de julho de 2025
5min
Janja se solidariza com vítima de tentativa de feminicídio em Natal
Foto: Claudio Kbene/PR

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A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, emitiu uma nota de solidariedade à mulher vítima de tentativa de feminicídio em Natal.

A manifestação ocorreu nos Stories do Instagram. Janja repudiou a ação do agressor, Igor Cabral, de 29 anos, que está preso. Segundo a primeira-dama, a violência de gênero é um crime de ódio que tem como objetivo apagar a identidade das mulheres. 

Janja ainda citou dados do Anuário de Segurança Pública 2025, que apontaram que, no último ano, diariamente pelo menos quatro mulheres morreram vítimas de feminicídio em nosso país, e mais de 1.400 morreram, o maior número já registrado desde 2015.

“Não podemos deixar que a sociedade naturalize a violência contra as mulheres. Não podemos admitir que casos como esse aconteçam. Meu abraço e acolhimento a ela. Que sua recuperação seja rodeada de muita força e amor. E que o agressor seja devidamente punido”, desejou a primeira-dama.

Relembre o caso

Juliana Soares foi espancada com violência pelo ex-namorado, Igor Cabral, na tarde do último sábado (26), após uma discussão no elevador do condomínio onde mora, na Zona Sul de Natal. Imagens do circuito interno registraram o momento em que ela leva dezenas de socos no rosto. A violência durou menos de um minuto, mas foi o suficiente para deixar a vítima com o rosto desfigurado. O porteiro, ao ver as imagens, acionou a Polícia Militar.

O agressor foi contido pelos moradores, até a chegada dos policiais, quando o elevador chegou ao térreo. A vítima, que foi levada para o Hospital Walfredo Gurgel, sofreu fraturas no rosto, deslocamento da mandíbula e perda parcial da visão. Ela será submetida a uma cirurgia ainda esta semana.

A delegada Victória Lisboa relatou que o agressor, ao prestar depoimento na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam), alegou que tinha claustrofobia, mas ela rechaçou a justificativa.

“Ele justificou essa situação de claustrofobia, porque ele estava, querendo ou não, no elevador. Mas, assim, a meu ver, isso não é nenhuma justificativa para o que foi feito”, disse a delegada.

Vítima disse que já tinha sofrido violência psicológica

Em entrevista à TV Tropical, Juliana contou que o ex-namorado demonstrava comportamento possessivo, já havia lhe empurrado e cometido muita violência psicológica, mas não imaginava que ele chegaria ao ponto de tentar matá-la. A briga teria começado após ele ver mensagens no celular da vítima.

“Eu pensei: vou ficar no elevador porque tem câmera, se ele fizer alguma coisa vai estar filmado. Mas não imaginei que ele faria isso, só pensei em sair dali viva”, contou.

“Agora é o momento que eu estou pensando em me reerguer e me recuperar para poder seguir minha vida bem longe dele”, contou, dizendo que se relacionava com ele há quase dois anos, que tinham um “convívio familiar” e que a agressão foi “uma grande decepção”.

“Eu já esperava que ele não fosse a pessoa mais calma do mundo, mas também não esperava que ele fosse capaz disso”, afirmou.

Leia a nota completa de Janja:

Toda minha solidariedade à vítima de agressão física em Natal – RN e meu completo repúdio aos homens que, como Igor, são capazes de cometer qualquer tipo de violência contra as mulheres.

É chocante testemunhar brutalidade usada contra sua namorada. Uma atitude como essa é injustificável. Desfigurar sua companheira ao deferir 60 socos em seu rosto só reforça o quanto a violência de gênero é um crime de ódio que tem como objetivo apagar nossa identidade. Para homens assim, nossos rostos e nossas vidas não valem nada.

Mesmo com todos os esforços de governos e sociedade civil para combater a violência contra as mulheres, os casos de feminicídio no Brasil parecem a cada dia. Segundo dados mais recentes publicados pelo Anuário de Segurança Pública 2025, no último ano, diariamente pelo menos quatro mulheres morreram vítimas de feminicídio em nosso país. Mais de mil e quatrocentas mulheres tiveram suas vidas interrompidas, o maior número já registrado desde 2015.

Não podemos deixar que a sociedade naturalize a violência contra as mulheres. Não podemos admitir que casos como esse aconteçam. Meu abraço e acolhimento a ela. Que sua recuperação seja rodeada de muita força e amor. E que o agressor seja devidamente punido.

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