Styvenson sentiu críticas por assinar PEC da “escala 7x0”, diz Samanda
A vereadora e pré-candidata a senadora Samanda Alves (PT) disse que o senador Styvenson Valentim (Podemos) sentiu as críticas por ter assinado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, de autoria de Rogério Marinho (PL). O texto virou alvo de centrais sindicais, que disseram que a PEC promove a precarização do emprego e abre caminho para uma possível “escala 7×0”.
As declarações foram dadas em entrevista ao programa Repórter 98, da 98 FM. “Ele quer negar agora, mas ele assinou uma emenda que permite que o trabalhador, em palavras do senador Rogério Marinho, que indicou a [proposta de] emenda, possa trabalhar até 50 horas”, disse Samanda Alves.
Ela se referiu a uma declaração de Marinho, autor original da PEC, que em vídeo divulgado no final de maio falou da possibilidade de negociação entre patrão e empregado.
“A PEC 12 propõe que haja uma alternativa à situação que está se afigurando, ou seja, jornada flexível, que quem quiser trabalhar num determinado dia do ano e num determinado horário tenha a possibilidade de fazer livre negociação com os patrões, ou por ocasião da sua contratação, ou através do seu sindicato e que seja remunerado também por horas trabalhadas. Se você quiser trabalhar 20 horas, 30 horas, 40 horas, 50 horas, é possível”, afirmou Rogério Marinho.
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Styvenson chegou a entrar com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) contra a deputada federal Natália Bonavides (PT). Ele reclamou de propaganda eleitoral antecipada negativa, em decorrência das críticas da parlamentar à assinatura da PEC 12/2026; nesta semana, a Justiça Eleitoral determinou a retirada dos conteúdos das redes sociais.
Na entrevista, Samanda foi questionada se Styvenson sentiu politicamente que o eleitor não estava alinhado com o apoio à PEC 12/2026.
“Acho que ele sentiu, é tanto que já tem gestos dele de recuo na assinatura dessa emenda, e foi uma decisão liminar que a gente respeita”, disse.
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“A gente tem vários especialistas, vários estudos, mostrando que o trabalhador hoje, com as tecnologias, consegue produzir muito mais e ter um horário de descanso maior, que isso não afeta na produção, que é muito legítimo que os trabalhadores trabalhem um pouco menos”, prosseguiu a pré-candidata.
Sub-representação na bancada potiguar
Ainda na entrevista, a pré-candidata petista disse que vê o Rio Grande do Norte sub-representado no Senado e defendeu uma maior atuação dos parlamentares locais.
“Eu tenho uma avaliação que o Rio Grande do Norte é sub-representado no Senado. O Senado virou um balcão de negociação de emendas, e o Senado é muito maior que isso. Vejamos que um senador do Rio Grande do Norte tem o mesmo peso de um senador de qualquer estado da federação. Então, tem muitas pautas que estão colocadas que a gente precisa se fazer ouvir, em defesa do nosso estado”, defendeu.