No Grito da Terra, movimentos levam pauta do impacto das renováveis
Natal, RN 25 de jul 2024

No Grito da Terra, movimentos levam pauta do impacto das renováveis

28 de junho de 2024
4min
No Grito da Terra, movimentos levam pauta do impacto das renováveis
Diversas entidades apresentaram uma série de reivindicações à governadora Fátima Bezerra. Foto: Sandro Menezes

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No encerramento do 21º Grito da Terra nesta quinta-feira, 27, na Governadoria, diversas entidades apresentaram uma série de reivindicações à governadora Fátima Bezerra (PT). Dentre elas, estão os movimentos que lutam pelos direitos das comunidades tradicionais e também denunciam os impactos socioambientais das energias renováveis no estado, lutando por uma transição energética que seja realizada de forma justa.

Durante o encontro, os movimentos entregaram uma cartilha à governadora Fátima que reivindica a regulamentação dos territórios de comunidades tradicionais, como forma de garantir a segurança e a existência deles. O documento é de nível nacional e, na sua construção, contou com mais de 1 milhão de assinaturas de apoio.

“A vida e a memória das comunidades – dos indígenas, quilombolas, ciganos, comunidades ribeirinhas e outros grupos sociais vulneráveis – devem ser protegidas pelo Estado, que deve reconhecer proteger todos os seus direitos, para que esses povos e comunidades tradicionais continuem a existir”, defende a pescadora Rosangela Silva.

Além disso, ainda no encontro, o Movimento dos Atingidos pelas Renováveis (MAR) entregou o “Manifesto das Vozes dos Territórios por uma Transição Energética Justa e Popular”,  que é assinado por 79 entidades e relata os impactos que os empreendimentos de energias renováveis têm causado. 

O material denuncia a “profunda violação dos direitos humanos, sociais e da natureza” causada pela forma como o modelo de transição energética está sendo dirigido. Rosangela Silva, que participa da construção do MAR e entregou o documento à governadora na ocasião, ressalta que os movimentos não são contra o desenvolvimento do país, mas lutam para serem ouvidos pelos governos, buscando uma transição energética que escute diversos grupos que possam ser impactados no processo.

“Defendemos uma transição energética justa e popular que considere processos politicamente democráticos, economicamente solidários, culturalmente dialógicos e ecologicamente sustentáveis, na qual todos os saberes tenham chances iguais de expressarem as visões e práticas; que proteja nossas águas e terras, o nosso território, que respeitem a nossa biodiversidade, nossa cultura e modo de vida; que valoriza as mulheres, as juventudes, as crianças e os idosos; que utiliza princípios agroecológicos, desenvolve alternativas sustentáveis de convivência com o semiárido e nos biomas da Caatinga e Costeiro; que considera o direito à produção de alimentos e à cultura alimentar, às nossas tradições e ancestralidades, contrapondo-se às estruturas que promovem o racismo ambiental e social estruturado no sistema capitalista, colonial e patriarcal”, declara o manifesto.

No Grito da Terra, Fátima desceu a rampa para apresentar ações ao campo

A governadora Fátima Bezerra (PT) desceu a rampa e dialogou diretamente com os trabalhadores no encerramento do 21º Grito da Terra, que encerrou nesta quinta-feira (27) na Governadoria.

A mobilização é organizada pela Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura (Fetarn) para destacar o trabalho da agricultura familiar na produção de alimentos, na segurança alimentar e nutricional, na conservação ambiental e no desenvolvimento do nosso estado e do país. O evento também busca reivindicar dos governos a realização de ações e políticas para o desenvolvimento do setor.

Na ocasião, Fátima anunciou uma série de ações e políticas públicas já tomadas em prol dos trabalhadores rurais, incluindo o investimento de R$ 15 milhões, provenientes do Governo Federal, para a construção de cisternas.

Após a reunião com representantes de entidades, que apresentaram uma série de reivindicações, a governadora desceu a rampa da Governadoria do Estado para se juntar à mobilização social.

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