Encontro na UFRN debate maternidade, universidade e carreira acadêmica 
Natal, RN 3 de jun 2026

Encontro na UFRN debate maternidade, universidade e carreira acadêmica 

12 de julho de 2024
5min
Encontro na UFRN debate maternidade, universidade e carreira acadêmica 
Grupo de estudos Bravas | foto: cedida

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A atividade “Mães e Filh@s: Histórias que não acabam”, que aborda temas como a permanência de mulheres, mães e gestantes na universidade e na carreira acadêmica, vai acontecer nos dias 16 e 17 de julho, no Auditório do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) da UFRN. Organizada pelo grupo de estudos Brigadas de escritoras e críticas feministas (BRAVAS), o evento vai contar com filmes, mesas redondas com convidadas, debates e oficinas com essa temática.

A proposta do encontro é celebrar a maternidade no espaço da universidade, a partir de uma perspectiva feminista, interseccional, anti-capitalista e sustentavel. E debater, além de tudo, os desafios das mulheres, gestantes ou não, na carreira acadêmica e universitária. A professora Susana Isabel Marcelino Guerra Domingos, Doutora em História pela pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Professora de História da África e membro do grupo de Pesquisa em Artes Visuais (UFRN), na linha Teoria, História e Crítica de Arte, que está a frente da iniciativa, explicou a Agência Saiba Mais que ainda que não sejam mães, as mulheres não deixam de ser sensíveis a essa questão. 

“O evento ‘Mães e Filhas: Histórias que não acabam' vem no seguimento do trabalho que estamos fazendo com as Bravas e, nesse sentido, nós propomos, como alternativa à celebração do Dia das Mães, uma celebração de maternidade no espaço da universidade, onde ela também ocorre. Então, isto vai ser feito a partir de uma perspectiva feminista interseccional, anticapitalista e sustentável, abordando questões que digam respeito à permanência das mulheres, mães e gestantes na universidade, e que falem dos desafios que se levantam às mulheres e dissidências”, pontua.

“Mulheres e dissidências, enquanto mães e gestantes, elas também compõem o corpo de discentes, docentes e funcionários das universidades, mas são muitas vezes negligenciadas, encontrando os mesmos obstáculos que enfrentam cotidianamente. E ainda que nem todas sejamos mães, nós não deixamos de ser sensíveis a esta condição. Então, esperamos poder contribuir, abrindo este espaço de encontro, para a visibilização, a discussão e as histórias de todas elas.”, completa.

O que é o grupo Bravas

O grupo de estudo das escritoras e críticas feministas, Alaide Ribeiro, Hannah Cabral, Indira Ribeiro, Giovanna Amaral Estrela Santos, Paola Ottoni, Luna Carvalho e Rafaela Mirlys, surgiu em 2021, a partir de um projeto de pesquisa que começou a reunir inquietações de um grupo de estudantes e investigadoras da UFRN. Essas inquietações, segundo a professora, estão ligadas ao fato das mulheres serem diariamente confrontadas com as imagens tradicionais e redutoras que estão consolidadas em torno delas. 

“Foi isso que fez com que nós propusemos procurar conhecer mais profundamente as imagens produzidas pelas próprias mulheres. Imagens essas que, pudessem desafiar e desconstruir as representações dominantes que nos interessavam. Essas representações que estão normalizadas e que são redutoras da diversidade feminina e humana.” explica.

Por isso, o grupo é dedicado em pesquisa feminista, firmado em narrativas antipatriarcais, anti-racistas, anti-capitalistas e anti-imperialistas, e com o objetivo de consolidar a dignidade das experiências das mulheres 

“Então o que nós praticamos com o grupo é uma imersão na história das mulheres, no sentido de recuperar as suas experiências e tudo o que foi silenciado, ocultado e negligenciado. Nós fazemos encontros semanais, onde nos dedicamos ciclicamente a ver filmes, a ler obras de mulheres, depois nós procedemos a uma leitura crítica do que vimos, sob a forma de um pequeno texto escrito, manuscrito, que depois partilhamos entre todas.”, detalha.

Além disso, o grupo também realiza encontro de escritas, feitos em primeira pessoa, como forma de praticar uma perspectiva feminista sobre a história para uma visão renovada do mundo. “Neste momento, nós estamos terminando os últimos detalhes de um pequeno livro que reunirá os nossos textos, que foram produzidos desde os primeiros encontros em 2021, quando o grupo foi formado em plena quarentena, para acolher também a experiência coletiva que, de certa forma, foi minada por esse período.”, finaliza. 

Programação:

Dia 16 de Julho:

15h - Cine-debate - Auditório D do CCHLA
Mediadora: Rafaela Mirlys

18h30 - Mesa-Redonda 1 - Arte e maternidade - Auditório D do CCHLA:
Fabiola Alves (DEART)
Mariana do Vale (DEART)
Susana Guerra (DEHIS)
Mediação: Luna de Carvalho e Indira Gomes

Dia 17 de Julho:

15h - Oficina de escrita de mães e filh@s - Auditório D do CCHLA:
Mediadora: Estrela Santos (DEART)

18h30 - Mesa-Redonda 2 - A maternidade no meio académico, laboral e político - Auditório D do CCHLA:
Juliana Teixeira Souza (DEHIS)
Janaiky Pereira de Almeida (DESSO)
Sílvia Mayara Macedo (Professora de Língua Portuguesa e Coordenadora Pedagógica - Ecit Mestre Sivuca)
Mediação: Alaide Matias Ribeiro e Hannah Cabral

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