Marcha Mundial das Mulheres vai reunir mil feministas em Natal
Natal, RN 15 de jul 2024

Marcha Mundial das Mulheres vai reunir mil feministas em Natal

22 de junho de 2024
3min
Marcha Mundial das Mulheres vai reunir mil feministas em Natal
Foto: divulgação

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A Marcha Mundial das Mulheres (MMM), movimento feminista presente em 20 estados brasileiros e em cinco continentes do mundo, se prepara para o seu 3º Encontro Nacional, que acontece de 6 a 9 de julho em Natal. O evento tem a expectativa de reunir mil militantes.

O encontro vai homenagear Nalu Faria, fundadora e dirigente feminista, socialista e uma das principais articuladoras para a construção da MMM, que morreu em outubro do ano passado aos 64 anos.

O 3º Encontro Nacional será dividido em três eixos principais: leitura da conjuntura, construção de alternativas e organicidade. Nos 20 estados onde o movimento se organiza, estão sendo realizados encontros de formação e preparação, com rodas de conversa, mutirões, debates, feiras e a batucada.

“O encontro vai acontecer em um momento importante da conjuntura nacional e internacional porque a gente percebe uma mudança nessa tensão de conjunturas”, define Adriana Vieira, da coordenação nacional da Marcha Mundial das Mulheres e militante do movimento no Rio Grande do Norte.

“Precisamos nos manter nas ruas porque a luta não para. São mil mulheres vindas de todo o Brasil e também com uma representação internacional, demonstrando a força que nós temos. Enquanto movimento, nós temos muito a construir e colaborar para mudar o mundo e a vida das mulheres”, afirma.

No evento que se aproxima, o movimento busca alternativas para pensar um novo panorama e retomar o debate sobre estratégias diante do que considera uma ofensiva conservadora que se apresenta em crescimento no Brasil e no mundo. 

“No continente, a ascensão das lutas populares e as experiências de governos populares enfrentam uma violenta reação pela extrema direita. No Brasil, essa reação neoliberal e conservadora foi materializada no golpe que depôs nossa primeira presidenta mulher Dilma Rousseff em 2016, na prisão de Lula e na eleição de Bolsonaro em 2018. Em 2022, o povo brasileiro foi vitorioso nas urnas e elegeu Lula novamente. Ainda assim, as contradições são muitas e a extrema direita segue mobilizada na sociedade, no parlamento e em governos municipais e estaduais para solapar as possibilidades de transformações”, diz trecho de material divulgado pelo grupo.

O encontro, ainda, é parte da construção da 6ª Ação Internacional da MMM, que acontecerá em 2025, com o lema “Seguiremos em Marcha contra as guerras e o capital, por soberanias populares e bem viver”.

Histórico

Os outros encontros nacionais aconteceram respectivamente em Belo Horizonte (2006) e São Paulo (2013). Os encontros nacionais da MMM são importantes para debater e aprofundar os campos de ação do movimento frente aos desafios da conjuntura, como nas edições anteriores: o debate do salário mínimo, a soberania alimentar, luta antirracista, porcorpos e sexualidades livres, educação não sexista, além da solidariedade feminista internacional entre os povos.

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