O reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Daniel Diniz, foi eleito por unanimidade o novo presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) para a gestão 2024-2025.
Após a votação, realizada na sede da entidade na tarde desta quinta (25), em Brasília (DF), foi iniciada a cerimônia de posse. A instituição é responsável por representar 69 universidades federais e dois centros federais de educação tecnológicas afiliados junto a representantes do Governo Federal, Congresso Nacional, Poder Judiciário, além de organizações da sociedade civil.
“As universidades federais, instituições de referência de qualidade na educação superior e de compromisso com as políticas de inclusão social, promovem ensino, pesquisa, extensão, esporte, arte, cultura, atenção à saúde e tantos outros serviços públicos e gratuitos em todas as regiões do Brasil. Há vários anos, entretanto, nossas instituições têm enfrentado desafios que vão do desrespeito à sua importante função social, à sua autonomia e à redução sistemática de investimentos e dos recursos necessários ao seu funcionamento. Seguiremos trabalhando pela valorização contínua das nossas universidades”, comentou o reitor da UFRN.
Além de Daniel Diniz, foram eleitos para vice-presidentes os reitores José Geraldo Ticianeli (UFRR), Luciano Schuch (UFSM), Roselma Lucchese (UFCat) e Sandra Regina Goulart Almeida (UFMG).
Entre as propostas da chapa vencedora, que não teve concorrentes, está a recomposição e ampliação do orçamento das universidades federais e dos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets); a aprovação do Projeto de Lei que extingue a lista tríplice para a nomeação de reitores e reitoras; a realização da pesquisa do perfil dos graduandos das universidades federais, em parceria com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e a Sesu (Secretaria de Educação Superior), do Ministério da Educação (MEC); além do apoio à regulamentação da nova Lei que institui a Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), sancionada em junho pelo Palácio do Planalto. A meta da nova gestão, que não recebeu votos brancos ou nulos, é de também intensificar a articulação em benefício das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes).

Orçamento
Em junho, ainda sob a presidência da reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão, a Andifes pediu a recomposição do orçamento das universidades públicas federais. Nas contas da instituição, o orçamento das universidades federais em 2024 deveria ser de R$ 8,5 bilhões, o que significa que o governo federal precisaria ampliar em R$ 2,5 bilhões o orçamento atual que é de R$ 6,1 bilhões. Assim, os recursos chegariam ao patamar que as universidades brasileiras já tiveram no ano de 2017. Em 2023, as universidades públicas federais tiveram um orçamento de R$ 6,2 bilhões.