Comissão da Assembleia derruba emenda que rejeitava aumento de ICMS
Natal, RN 18 de jul 2026

Comissão da Assembleia derruba emenda que rejeitava aumento de ICMS

12 de dezembro de 2024
3min
Comissão da Assembleia derruba emenda que rejeitava aumento de ICMS
Foto: Guilherme Medeiros

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Em reunião extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), na manhã desta quinta-feira (12), a maioria dos deputados decidiu derrubar a emenda do deputado estadual José Dias (PL), aprovada ontem na Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF), que retirava o trecho do projeto de lei enviado pelo Governo do Estado que propõe a elevação da alíquota modal do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de 18% para 20%.

A relatora da matéria na CCJ, deputada estadual Isolda Dantas, leu seu parecer argumentando que a emenda encartada na CFF, alterando a alíquota de 20% para 18%, é “inconstitucional”, uma vez que, segundo a parlamentar, esse tipo de proposição “é prerrogativa do Poder Executivo”.

“Opino, diante da sua inconstitucionalidade e antirregimentalidade, pela inadmissibilidade da emenda modificativa encartada no âmbito da Comissão de Finanças e Fiscalização, devendo a proposição seguir sua regular tramitação com o texto admitido por esta Comissão de Constituição e Justiça quando da análise da sua proposição principal”, diz trecho do relatório lido pela deputada.

O parecer foi aprovado pelos deputados estaduais Kleber Rodrigues (PSDB), Ubaldo Fernandes (PSDB) e Vivaldo Costa (PV). O único voto contrário foi do deputado estadual Adjuto Dias (MDB).

Diante do resultado, o projeto seguirá para votação em plenário na próxima terça-feira (17), último dia de sessão na Assembleia Legislativa. A expectativa do Governo do Estado é de aprovação do projeto, considerado fundamental para reequilibrar as finanças do Rio Grande do Norte.

A Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) defende que a elevação da alíquota do ICMS é necessária para a “recomposição das finanças do estado”, além de evitar perdas com a implementação da Reforma Tributária.

De acordo com os técnicos da pasta, o estado acumulou R$ 1,8 bilhão em perda de arrecadação causada pelas Leis Complementares 192 e 194, ambas de 2022, que alteraram a cobrança de ICMS sobre combustíveis derivados de petróleo, comunicações, energia elétrica, gás natural e transporte coletivo como bens essenciais.

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