Potiguar Abraão Lincoln pode ser expulso do Republicanos
A senadora Damares Alves pediu a expulsão do seu correligionário, o natalense Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, do partido Republicanos. Lincoln, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), foi preso na noite de segunda-feira (3) acusado de cometer falso testemunho ao final do seu depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e solto após pagar uma fiança de R$ 5 mil.
A informação foi revelada pela Revista Oeste, veículo alinhado à extrema-direita. O pedido de expulsão foi endereçado por meio de ofício ao secretário-geral do Republicanos, Demóstenes Félix, após a oitiva de Lincoln na CPMI.
No texto, Damares afirma que o pedido é necessário diante das “graves acusações apresentadas contra ele durante a sessão da CPMI” e diz que as denúncias afetam “a imagem e os valores éticos do partido”. No documento, a parlamentar bolsonarista defende uma ação rápida para preservar “a credibilidade e o compromisso público que norteiam a atuação dos Republicanos”.
“Cumprimentando-o cordialmente, sirvo-me do presente para solicitar a expulsão dos quadros do Partido Republicanos o senhor Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, em virtude das graves acusações apresentadas contra ele durante a sessão da CPMI do INSS”, escreveu Damares.
Abraão Lincoln foi presidente estadual do Republicanos no Rio Grande do Norte até 2017, quando passou o bastão para seu filho, Victor Hugo de Assis Cruz. Ele ficou na presidência até dezembro de 2022, quando o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, assumiu o comando da sigla no Estado. À época, Abraão Lincoln tinha o cargo de terceiro vogal do diretório estadual.
Abraão Lincoln também se candidatou duas vezes pela legenda a deputado federal pelo Rio Grande do Norte — em 2014 e 2018 —, quando o Republicanos ainda tinha a sigla de PRB. Antes, em 2006 e 2010, foi candidato a deputado estadual pelo MDB. Não ganhou nenhuma das disputas.
Prisão
Segundo o relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL), Lincoln mentiu sobre o motivo de sua saída da CNPA. O potiguar disse que tinha renunciado ao cargo, quando, na verdade, foi afastado como medida cautelar. O relator também argumentou que Abraão Lincoln, “negou por meio do silêncio” conhecer Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”, mas admitiu ao responder outras perguntas o ínculo com o outro investigado.
Lincoln também teria mentido sobre a natureza de sua relação com Gabriel Negreiros, tesoureiro da CBPA, e sobre o alcance da procuração passada a Adelino Rodrigues Junior.
“Em uma série de oportunidades, o depoente, estando na condição de testemunha, fez afirmação falsa, negou, calou a verdade. (…) Em nome dos aposentados, quase 240 mil que a CBPA enganou, o Sr. Abraão Lincoln Ferreira da Cruz está preso”, disse Viana.
Saiba Mais
Potiguar que preside entidade investigada é preso por mentir na CPMI do INSS
Potiguar preso por mentir na CPMI do INSS paga fiança e é liberado
Potiguar Abraão Lincoln, investigado pela PF e CGU, depõe na CPMI do INSS