Sete pesquisadores da UFRN estão entre os mais influentes de 2025
Sete pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) estão entre os cientistas mais influentes do mundo em 2025, segundo levantamento anual divulgado pela Elsevier, uma das maiores editoras científicas internacionais. O ranking considera o impacto das pesquisas com base nas citações recebidas em 2024 e destaca nomes de excelência em diversas áreas do conhecimento.
Os sete docentes da UFRN citados na lista são: Carlos Alberto Martínez-Huitle, Kássio Michell Gomes de Lima, Madras Viswanathan Gandhi Mohan, João Medeiros de Araújo, Rafael Chaves, Edward J. Tehovnik e Eudenilson Lins de Albuquerque.
Atuando como professor titular do Instituto de Química da UFRN, Kássio Michell Gomes de Lima é bolsista de produtividade do CNPq nível 1B (2025–2029) e reconhecido internacionalmente por suas pesquisas em química biológica, instrumentação analítica e quimiometria. Graduado em Química pela UFRN (2003) e doutor pela Unicamp (2009), realizou pós-doutorado na Espanha (Instituto de Diagnóstico Ambiental y Estudios del Agua) e períodos como pesquisador visitante em universidades do Reino Unido, como Lancaster, Central Lancashire e Blackpool Victoria Hospital.
Líder do grupo “Biological Chemistry and Chemometrics”, Kássio desenvolve soluções inovadoras em química analítica, criando sensores ópticos e algoritmos de calibração multivariada aplicados a análises clínicas, alimentos, produtos farmacêuticos e estudos de câncer. “Mais do que um resultado individual, considero essa conquista como fruto de um esforço coletivo, que envolve estudantes, colaboradores e o apoio institucional do Instituto de Química e do CCET”, destacou o pesquisador.
Outro destaque da UFRN na área é Carlos Alberto Martínez-Huitle, professor associado do Instituto de Química e pesquisador nível 1B do CNPq. Graduado em Química pela Universidad de las Américas-Puebla (México) e doutor pela Università di Ferrara (Itália), ele possui uma carreira consolidada na eletroquímica ambiental. Antes de ingressar na UFRN em 2008, atuou na indústria química e como docente na Universidade de Milão.
Autor de mais de 470 publicações científicas e detentor de quatro patentes, Martínez-Huitle é referência internacional em processos eletroquímicos avançados para o tratamento de água, produção de hidrogênio verde e valorização de resíduos de biomassa. Em sua trajetória, acumula distinções como o Green Talent Award do governo alemão (2009), o Prêmio Oronzio e Niccolò De Nora (2005 e 2009) e o título de Fellow da Royal Society of Chemistry (RSC) em 2023.
“Este reconhecimento não é apenas meu, mas de todos os meus brilhantes alunos de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, e dos colaboradores com os quais tenho a sorte de trabalhar”, afirmou o professor, que atualmente integra conselhos editoriais de periódicos como Applied Catalysis B: Environmental (Elsevier) e Scientific Reports (Nature).
Na área da Física, o ranking destaca Madras Viswanathan Gandhi Mohan, professor titular do Departamento de Física Teórica e Experimental (FIS) da UFRN. Com graduação pela Universidade de Oxford (1992) e doutorado pela Boston University (1997), o pesquisador atua nos campos de física estatística, sistemas complexos, biologia, economia e neurociência. Sua produção científica é reconhecida internacionalmente pelo rigor e pela interdisciplinaridade.
Também no campo da Física, João Medeiros de Araújo, docente do Programa de Pós-Graduação em Física (PPGFIS), é formado, mestre e doutor pela UFRN, com pós-doutorado na University College Dublin. Ele coordena o curso de Licenciatura em Física a Distância da universidade e desenvolve pesquisas sobre materiais magnéticos, simulação numérica e vidros de spins, aplicando computação de alto desempenho à geofísica do petróleo.
Na fronteira entre a Física e a Computação, o pesquisador Rafael Chaves Souto Araújo, da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT), também figura entre os cientistas mais citados. Líder do grupo “Quantum Information and Quantum Matter”, ele investiga informação e computação quântica, teoria da causalidade e aprendizado de máquina. Chaves é doutor pela UFRJ, com pós-doutorados no Institut de Ciències Fotòniques (Espanha), Universidade de Freiburg e Universidade de Colônia (Alemanha), além de ser bolsista do CNPq e do Instituto Serrapilheira.
O pesquisador Edward J. Tehovnik, vinculado ao Instituto do Cérebro da UFRN (ICe), é outro nome presente na lista, sendo referência em estudos sobre neurociência experimental e fisiologia do comportamento.
Por fim, o professor Eudenilson Lins de Albuquerque, do Centro de Biociências, é um dos mais experientes cientistas da UFRN. Graduado em Engenharia Civil pela UFRN (1971), mestre pela PUC-Rio (1975) e doutor pela University of Essex (Inglaterra), Eudenilson tem uma trajetória marcada pela interdisciplinaridade entre física da matéria condensada, biofísica e bioquímica. Foi pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação (1987–1991) e realizou pós-doutorados em instituições de prestígio, como o International Centre for Theoretical Physics (Itália), a Harvard University (EUA) e a University of Western Ontario (Canadá). Autor de livros publicados pela Elsevier e pela Cambridge University Press, é pesquisador nível 1A do CNPq.
O reconhecimento da Elsevier reforça o impacto internacional da UFRN na produção científica e o papel estratégico da universidade na formação de novos pesquisadores.
Elsevier
O ranking que lista os cientistas mais influentes do planeta é elaborado anualmente pela Elsevier, em parceria com a Universidade de Stanford (EUA). A partir de dados da base internacional Scopus, o levantamento identifica os pesquisadores que figuram entre os 2% com maior impacto científico em suas áreas de atuação, levando em conta o número de citações recebidas por suas publicações.
A metodologia utiliza um indicador composto (c-score), que considera variáveis como o total de citações, o índice h, o índice h ajustado por autoria (Hm-index) e o número de citações em trabalhos de autor único, primeiro autor ou último autor. A presença de pesquisadores em posições de destaque no ranking é frequentemente associada à visibilidade internacional e ao reconhecimento da relevância científica de suas produções.
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