Câmara de Natal ainda busca definição sobre caso Brisa
Natal, RN 13 de jun 2026

Câmara de Natal ainda busca definição sobre caso Brisa

16 de março de 2026
3min
Câmara de Natal ainda busca definição sobre caso Brisa
Mesa Diretora deve receber relatório final contra cassação entre esta segunda (16) e terça (17) - Foto: Jair Júnior

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A Câmara Municipal de Natal tem duas definições pela frente envolvendo o processo de cassação contra a vereadora Brisa Bracchi (PT): primeiro, entender se o processo está arquivado ou não e, caso prossiga, marcar a sessão de julgamento em plenário.

Na última sexta-feira (13), a Comissão Especial Processante responsável pela análise do caso concluiu a apuração sobre a denúncia e emitiu parecer contrário à perda do mandato da parlamentar. O colegiado havia reaberto a fase de instrução do processo por decisão judicial, a fim de garantir à vereadora o direito de prestar depoimento.

Com a conclusão da análise, o relatório final será encaminhado à Mesa Diretora da Câmara, que deverá decidir sobre a convocação da sessão de julgamento em plenário. Segundo a assessoria da Câmara, a expectativa é que o relatório chegue à Mesa Diretora entre esta segunda (16) e terça (17).

Contudo, como o prazo máximo de 90 dias para o processo foi encerrado no dia 5 e há um processo judicial em andamento sobre a contagem desses prazos, a Casa legislativa aguarda o recebimento formal do documento para avaliar a situação e definir os próximos encaminhamentos.

A dúvida reside porque a defesa da parlamentar fez um pedido de arquivamento alegando que o prazo se esgotou, mas a Câmara ainda não definiu o futuro do processo. 

Saiba Mais: Brisa pede arquivamento do processo e aguarda parecer na procuradoria

No dia 5, o procurador Gustavo Souza explicou que há uma “variedade de interpretações” que ainda persiste. 

“O que será analisado é se a decisão judicial, quando determinou a oitiva da vereadora, o processo estava suspenso ou não. Isso se chama modulação dos efeitos”, explicou.

Impasse

Na reunião da sexta, o relator do processo, vereador Daniell Rendall (Republicanos), manteve em seu parecer a recomendação pela cassação da parlamentar, acusada de destinar recursos de emenda parlamentar para a realização de um evento de caráter político-partidário.

A presidente da comissão, vereadora Samanda Alves (PT), apresentou voto divergente, defendendo que o caso seja analisado pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Casa, sem resultar em cassação. Com a ausência do vereador Tárcio de Eudiane (União), houve empate entre os votos.

Diante do impasse, a Procuradoria da Câmara foi consultada para definir qual entendimento deveria prevalecer. 

“O vereador Daniell votou pela cassação, nós apresentamos voto divergente e, seguindo a orientação da Procuradoria, no caso de empate prevalece o voto mais benéfico à ré. Então foi o voto vencedor pela não cassação da vereadora Brisa”, explicou Samanda Alves.

“O entendimento foi pela adoção do relatório mais favorável à vereadora, com base em princípios do direito penal e do processo penal. A comissão encerra hoje (13) os trabalhos e deve encaminhar a decisão à presidência para que a Mesa Diretora decida sobre a sessão”, esclareceu o procurador-geral da Casa, Gustavo Souza, no dia 13.

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