Armazém do Campo deve ser entregue até novembro em Natal
Natal, RN 11 de jul 2026

Armazém do Campo deve ser entregue até novembro em Natal

11 de julho de 2026
4min
Armazém do Campo deve ser entregue até novembro em Natal
O prédio, localizado num imóvel histórico na Ribeira, Zona Leste da capital, passa no momento por reforma.

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Conquista do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Armazém do Campo de Natal deve ser entregue até novembro deste ano, segundo projeção da Secretaria do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf). O prédio, localizado num imóvel histórico na Ribeira, Zona Leste da capital, passa no momento por reforma.

No Rio Grande do Norte, o Governo do Estado publicou em abril o aviso de licitação para a reforma do prédio que vai abrigar o equipamento, localizado na Avenida Tavares de Lira, nº 109.

“A empresa já está contratada e estamos na fase inicial de ajustes e limpeza do prédio, com os trabalhos começando agora”, explica Emerson Inácio Cenzi, coordenador de Acesso a Mercados, Agroindústria e Cooperativismo (Cemac) da Sedraf.

Censi diz que o equipamento funcionará no formato de uma loja, em parceria com cooperativas ligadas ao MST e aos movimentos sociais de luta pela reforma agrária e agricultura familiar no RN. 

“Ele vai dar visibilidade direta aos produtos da agricultura familiar e da reforma agrária, criando canais de acesso da população urbana a esses alimentos. É fundamental reforçar a importância de ligar o campo à cidade, garantindo escoamento e valorização de quem produz, ao mesmo tempo que oferece alimentos de qualidade para a população”, aponta.

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O avanço na reforma do prédio também é comemorado pelo MST. Márcio Mello, coordenador estadual do movimento, diz que a organização sempre lutou para ter um espaço na capital onde pudesse comercializar a produção e levar o que é plantado nos acampamentos e assentamentos.

“É uma forma da gente estar mostrando que a reforma agrária dá certo, que a reforma agrária é importante para o desenvolvimento do estado, para o desenvolvimento do país, que é a produção de alimentos saudáveis gera emprego e renda para as famílias do campo”, destaca.

Mello conta que as famílias do MST-RN produzem uma variedade de alimentos, que deverão estar presentes no futuro Armazém.

“Tem muitos produtos diversos nos nossos acampamentos e assentamentos. Desde a batata, macaxeira, jerimum, feijão verde, o feijão seco, a parte de hortaliça toda, de coentro, cebolinha, alface, couve, farinha, goma, coco. Então essa parte toda também a gente vai estar comercializando”, afirma.

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Sobre o Armazém do Campo

O Armazém do Campo é uma rede de espaços de comercialização criada a partir de iniciativas ligadas ao MST com o objetivo de aproximar a produção da agricultura familiar dos consumidores urbanos. Presente em diversas cidades brasileiras, o projeto funciona como uma ponte direta entre quem produz e quem consome, priorizando alimentos orgânicos, agroecológicos e de origem camponesa.

Em Natal, o prédio que vai abrigar o equipamento foi construído em 1930 para sediar o antigo Banco do Estado do Rio Grande do Norte (Bandern), já teve diferentes usos ao longo das décadas e chegou a abrigar uma unidade do Procon antes de ser interditado, em 2014. Agora, será adaptado para receber um espaço voltado à comercialização de produtos da agricultura familiar.

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Coordenada pelas secretarias estaduais do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar e da Infraestrutura, a iniciativa prevê um investimento total de R$ 636.396,82. Desse montante, R$ 156.292,82 correspondem à contrapartida do governo estadual, enquanto o restante vem de emenda parlamentar da deputada federal Natália Bonavides.

A proposta é transformar o local em um ponto de encontro entre produtores rurais e consumidores urbanos, com foco na venda de alimentos orgânicos e agroecológicos. Além da função comercial, o projeto também incorpora uma dimensão simbólica, ao se apresentar como espaço de valorização da agricultura familiar e das pautas ligadas à agroecologia.

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