Após concluir restauração, DNIT libera integralmente tráfego na Ponte de Igapó
Natal, RN 4 de jun 2026

Após concluir restauração, DNIT libera integralmente tráfego na Ponte de Igapó

23 de maio de 2025
5min
Após concluir restauração, DNIT libera integralmente tráfego na Ponte de Igapó
Foto: Alisson Almeida

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Depois de um ano e oito meses de interdição, o trânsito na Ponte de Igapó, que faz a ligação da Zona Norte com as demais áreas administrativas de Natal, passando sobre o Rio Potengi, finalmente foi liberado nesta sexta-feira (23), por volta das 17h30, após a conclusão das obras de restauração feitas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (DNIT).

Depois da liberação do tráfego nas quatro faixas da ponte – uma em cada sentido –, equipes da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito Urbano (STTU) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estavam no local para orientar os motoristas. A STTU informou que ainda fará a sinalização horizontal da pista, o que possivelmente provocará a necessidade de novas intervenções pontuais.

A obra havia sido licitada em setembro de 2021, ainda durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os trabalhos, no entanto, só começaram no dia 12 de setembro de 2023, no primeiro ano do governo do presidente Lula (PT).

A previsão inicial era que o serviço de recuperação da estrutura levaria um ano, ao custo de R$ 20,8 milhões, mas o prazo foi esticado e o valor passou para cerca de R$ 30 milhões.

Foto: Alisson Almeida

De acordo com superintendente do DNIT no Rio Grande do Norte, Getúlio Batista, o serviço demorou a começar porque a empresa vencedora da licitação, Jatobeton Engenharia Ltda., sediada em Recife (PE), ainda estava resolvendo trâmites burocráticos dentro do órgão, para só então iniciar a elaboração do projeto, que só ficou pronto em setembro de 2023.

Getúlio assegurou que, ao assumir o DNIT, em maio de 2023, procurou agilizar a execução da obra, que à época foi muito criticada pela Prefeitura de Natal, ainda durante a gestão do ex-prefeito Álvaro Dias (Republicanos).

O ex-prefeito acusou o DNIT de fazer “politicagem” ao instalar o canteiro de obras sobre uma das faixas da Ponte de Igapó. Para Álvaro Dias, o objetivo do órgão federal seria evitar que a população da capital sentisse os efeitos da requalificação da Avenida Felizardo Moura, concluída em junho de 2024.

A recuperação da Ponte de Igapó estava prevista para começar simultaneamente às obras da Felizardo Moura, iniciadas em setembro de 2022, mas o cronograma sofreu atraso no governo do ex-presidente Bolsonaro, prolongando os transtornos provocados pela interdição.

A Prefeitura de Natal chegou a ingressar com uma ação na Justiça Federal, no início de março de 2024, pedindo a remoção do canteiro de obras da Ponte de Igapó. O pedido, no entanto, foi negado pela juíza Moniky Mayara Costa Fonseca.

Uma perícia determinada pela juíza para fazer a avaliação técnica da obra atestou que uma eventual mudança do canteiro de obras causaria atrasos, aumento de custos e a necessidade de novos procedimentos de licenciamento ambiental.

A perícia, realizada pelo engenheiro civil da Justiça Federal, Vinícius Leite, concluiu que a realocação do canteiro de obras implicaria em um aumento de custos de mais de 25%, além de atrasar ainda mais a execução da obra e de representar potenciais riscos à segurança dos trabalhadores.

O DNIT defendeu que a instalação do canteiro no local escolhido resultava em menor impacto ambiental, conveniência operacional e desnecessidade de licenças ambientais e supressão vegetal em áreas protegidas, além de garantir a segurança operacional da obra e dos trabalhadores.

Em resposta à Prefeitura de Natal, o órgão federal afirmou na época que “a obra é de extrema importância para a mobilidade urbana da região”, além de ressaltar que o processo de execução da obra estava sendo monitorado “pela equipe técnica da autarquia, para que toda as etapas sejam cumpridas dentro do cronograma de obras, a fim de garantir a celeridade e a excelência dos serviços”.

Trânsito fluiu sem congestionamento no horário de pico após liberação da Ponte de Igapó. Imagens: Alisson Almeida

A obra Ponte de Igapó incluiu a restauração e o reforço de estacas, blocos e pilares; demolição de estruturas deterioradas; substituição asfáltica e de aparelhos de apoio; reforço de vigas, recuperação de barreiras de refúgio da ponte ferroviária e da passagem dos pedestres e guarda-corpos, dentre outros.

O superintendente do DNIT afirmou que, como parte do projeto de restauração, também será implantada uma estrutura cicloviária, em conformidade com a legislação vigente, garantindo maior acessibilidade e segurança aos ciclistas.

A Ponte de Igapó, com 600 metros de extensão, nunca havia passado por uma reparação desde a construção de suas duas partes – uma em 1970 e outra em 1985.

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