RN tem maior média de anos de estudo do Nordeste, segundo IBGE
Com um tempo médio de 9,6 anos estudando, o Rio Grande do Norte é o estado do Nordeste com a maior média de anos de estudo, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir do módulo de Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) referente ao segundo trimestre de 2024.
Apesar das desigualdades, o Rio Grande do Norte conseguiu superar estados historicamente mais populosos, como Pernambuco (9,4), Bahia (9,2) e Ceará (9,2).

A posição do RN sugere avanços consistentes na Educação. Além de 1º lugar regional, o estado ficou na 16ª colocação no ranking nacional. Ceará, Sergipe e Bahia empataram com 9,2 anos, enquanto os menores níveis ficaram com a Paraíba e Alagoas (ambos com 8,9 anos). Segundo o IBGE, o estado não apenas reduziu desigualdades internas por sexo, cor ou raça, como também superou a média nordestina e contribuiu para o aumento do patamar educacional da região como um todo.
Taxa de analfabetismo entre jovens com 15 anos ou mais
A taxa de analfabetismo vem caindo ao longo dos anos em todo o Rio Grande do Norte, passando de 13,8% em 2016 para 10,9% em 2023 e 10,4% em 2024. Na Região Metropolitana de Natal os índices são ainda melhores. A taxa de analfabetismo caiu de 6,2% em 2016 para 5,1% em 2023 e para 4,7% em 2024. Historicamente, a Grande Natal tem índices de analfabetismo mais baixos do que a média nacional, com 6,7% em 2016, 5,4% em 2023 e 4,7% em 2024.

Na análise por sexo, em 2024, a taxa de analfabetismo entre homens (13,5%) foi quase o dobro da observada entre mulheres (7,7%) no Rio Grande do Norte e, assim como ocorre no Brasil, o analfabetismo está concentrado entre os mais idosos.
No Brasil, enquanto a taxa entre a população com 15 anos ou mais foi de 5,3%, entre aqueles com 60 anos ou mais chegou a 14,9%. No Nordeste, os índices foram de 11,1% e 30,7%, respectivamente. No Rio Grande do Norte, a taxa geral passou de 13,8% em 2016 para 10,4% em 2024, e entre os idosos de 38,7% para 27,8%. Já Região Metropolitana de Natal o analfabetismo entre os mais velhos caiu de 18,6% para 12,7%.
Cor e Raça
O levantamento do IBGE também mostra que, de maneira geral, houve redução do analfabetismo entre brancos e pretos ou pardos no Brasil, com queda de 1,4 ponto percentual em oito anos.
No Nordeste a redução foi de 2,8 pontos percentuais no mesmo período. O Rio Grande do Norte acompanhou a tendência, mas com o registro de uma pequena oscilação: entre os brancos a taxa baixou de 10,8% em 2016 para 8,4% em 2023, mas teve pequena alta em 2024, chegando a 8,7%.

Os dados também revelam a desigualdade no processo de alfabetização. No Brasil, as pessoas brancas de 15 anos ou mais elevaram sua média de anos de estudo de 10,3 para 11,1. Já as pessoas negras ou pardas passaram de 8,6 para 9,6 anos.
No Nordeste houve elevação de 0,9 ponto percentual entre os brancos e de 1 ponto entre pretos ou pardos. Já no RN, pretos ou pardos de 15 anos ou mais subiram de 8,1 para 9,2 anos, enquanto brancos atingiram 10,1 anos em 2024.
Natal teve os níveis de escolaridade mais elevados, mas ainda assim, de maneira desigual: pessoas brancas com 60 anos ou mais alcançaram 10,9 anos de estudo, frente a 9,5 anos entre pretos ou pardos.