Ex-diretor do Idema assume Codevasf no RN no lugar de indicado de Benes Leocádio
Natal, RN 12 de jun 2026

Ex-diretor do Idema assume Codevasf no RN no lugar de indicado de Benes Leocádio

16 de outubro de 2025
5min
Ex-diretor do Idema assume Codevasf no RN no lugar de indicado de Benes Leocádio
Foto: Divulgação

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Ex-diretor do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) entre 2019 e 2023, o geógrafo, servidor estatal de carreira e doutor pela UFRN Leon Aguiar foi anunciado como novo chefe da 12ª Superintendência Regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no Rio Grande do Norte. O anúncio foi feito pelo diretor-presidente do órgão, Lucas Felipe de Oliveira.

A mudança no comando da Codevasf no RN faz parte da onda de exonerações promovidas pelo governo Lula (PT) após a derrubada da Medida Provisória 1303/25, que tributaria os altos investimentos dos chamados “super-ricos”, apelidada de MP BBB (Bancos, Bets e Bilionários).

Leon Aguiar substitui o antigo superintendente, Lindberg Natal Barbosa Tinôco – ex-apadrinhado do deputado federal Benes Leocádio (União Brasil) –, primeiro nome da cota do Centrão do Rio Grande do Norte exonerado pelo presidente Lula.

O segundo nome cortado foi o de Carmem Lúcia Bairros dos Santos, que havia sido indicada pelo deputado federal João Maia (PP) para o cargo de coordenadora regional do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS). A exoneração dela foi publicada na edição da última terça-feira (14) do Diário Oficial da União (DOU).

Benes Leocádio e João Maia perdem cargos indicados no governo federal. Fotos: Reprodução

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, recebeu carta branca do presidente Lula para promover uma série de cortes em cargos de segundo escalão indicados pelo Centrão após a derrubada da MP.

A medida é uma reação do governo federal diante da infidelidade dos parlamentares, incluindo os potiguares, que, apesar fazerem indicações para a gestão petista, votam contra os projetos encaminhados pelo presidente Lula ao Congresso Nacional.

Foi o caso de Benes Leocádio e João Maia, que se juntaram aos bolsonaristas Carla Dickson (União Brasil), General Girão (PL) e Sargento Gonçalves (PL), além do outro integrante da “Bancada do Centrão” do RN, Robinson Faria (PP), para derrubar a MP 1303.

Os únicos votos da bancada potiguar favoráveis à taxação dos super-ricos foram os da deputada federal Natália Bonavides e do deputado federal Fernando Mineiro, ambos do PT.

Benes, João Maia, Robinson Faria, Carla Dickson, General Girão e Sargento Gonçalves também votaram a favor da PEC da Blindagem e da urgência do PL da Anistia para os golpistas de 8 de janeiro de 2023 – incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Saiba Mais: Aliados de Benes e João Maia caem, mas Álvaro Dias mantém indicados no governo Lula

Álvaro Dias mantém apadrinhados na Codern

Apadrinhados de Álvaro Dias, adversário do PT, seguem na Codern. Fotos: Reprodução

Os cortes, no entanto, ainda não atingiram as indicações do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), que, apesar de adversário ferrenho do PT, vem conseguindo sustentar seus aliados Carlson Gomes e Ana Valda Galvão na Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern).

Pré-candidato a governador, Álvaro Dias negocia sua mudança do Republicanos para o PL do senador Rogério Marinho, outro que pretende concorrer à sucessão da governadora Fátima Bezerra (PT).

A troca, no entanto, ainda não está confirmada, porque depende de um acerto entre Álvaro e Rogério para definir o candidato do PL.

Enquanto isso, apesar da oposição sistemática à gestão petista no RN, o ex-prefeito bolsonarista está conseguindo sustentar seus apadrinhados no governo Lula.

Exonerações miram PP, PSD, MDB e União Brasil

As exonerações em âmbito nacional visam indicações de deputados federais do PSD de Gilberto Kassab e do PP de Ciro Nogueira, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de nomes do MDB e União Brasil.

Kassab e Ciro Nogueira, junto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), são apontados como os principais articuladores da derrubada da MP 1303, que previa uma arrecadação de R$ 20 bilhões ao governo federal em 2026.

As demissões, até agora, alcançaram indicações na Caixa Econômica Federal, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Superintendências no Ministério da Agricultura, Codevasf e DNOCS.

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