Vereador sofre atentado em Mossoró e Fátima determina empenho da polícia
Natal, RN 16 de jun 2026

Vereador sofre atentado em Mossoró e Fátima determina empenho da polícia

16 de junho de 2026
5min
Vereador sofre atentado em Mossoró e Fátima determina empenho da polícia
Cabo Deyvison encontra-se em situação estável, enquanto assessor morreu - Foto: reprodução

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O vereador Cabo Deyvison (PL) e o assessor dele, Alyson Dyego de Oliveira Morais, foram baleados na noite desta segunda-feira (15) em Mossoró. O parlamentar foi atingido nas pernas quando fazia uma transmissão ao vivo em frente à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel. Ele foi encaminhado ao hospital, e o assessor morreu. Em nota, a governadora Fátima Bezerra (PT) pediu empenho às forças policiais, enquanto pré-candidatos ao governo manifestaram solidariedade e solicitaram a apuração das autoridades.

O caso aconteceu próximo às 22h. Deyvison tem uma forte presença nas redes sociais e é pré-candidato a deputado federal. No momento do ataque ele estava gravando do lado de fora da unidade. Após os tiros, o parlamentar foi socorrido na UPA e transferido em seguida para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Segundo a equipe do vereador, ele encontra-se em situação estável.

Já o assessor dele, que o filmava na hora do atentado, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Em comunicado nas redes sociais, a equipe de Cabo Deyvison manifestou dor e preocupação, e pediu orações pela recuperação do vereador e pela família da vítima.

Logo após, a governadora Fátima Bezerra afirmou por meio das redes sociais que recebeu com profunda indignação a notícia do atentado sofrido pelo vereador de Mossoró, Cabo Deyvison, e da morte do seu assessor, Alyson Dyego.

A chefe do Executivo determinou “empenho total” às forças de segurança do Rio Grande do Norte e cobrou resposta rápida ao caso, além de pedir que o crime seja investigado com todo rigor pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa.

Fátima também informou que, logo que tomou conhecimento da ocorrência, cancelou sua participação em um evento na cidade de João Câmara e realizou uma reunião online com toda a cúpula da Secretaria de Segurança.

“Continuarei acompanhando o trabalho das forças de segurança para garantir que aqueles que desafiam o Estado e atentam contra a vida sejam responsabilizados e levados à Justiça para que respondam por seus atos criminosos”, escreveu.

Cadu Xavier (PT), pré-candidato a governador, disse ter recebido a notícia com profunda indignação. Ele repudiou o caso e manifestou solidariedade às vítimas.

“Espero uma investigação rápida, rigorosa e exemplar, para que todos os responsáveis sejam identificados, presos e punidos na forma da lei”, apontou.

Álvaro Dias (PL) visitou Cabo Deyvison no hospital e classificou o episódio como uma grave ameaça à segurança pública e às instituições democráticas.

“Essa tentativa de execução ocorrida em Mossoró exige uma resposta firme e imediata das autoridades. A violência que vitimou um trabalhador da imprensa, Alyson Diego, e atingiu o vereador Cabo Deyvison representa um ataque à segurança, à liberdade e à própria democracia”, afirmou.

Allyson Bezerra (União) também se posicionou. “Repudio esse ato de violência e espero que as autoridades competentes conduzam uma investigação rigorosa para esclarecer os fatos, identificar os responsáveis e garantir que sejam punidos com o rigor da lei”, disse nas redes sociais.

O atual prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros (Republicanos), cobrou uma “investigação rigorosa e célere”.

Quem é Cabo Deyvison

O policial militar Cabo Deyvison, de 37 anos, foi eleito pela primeira vez em 2024, com 1766 votos. Se notabilizou como adversário político do então prefeito Allyson Bezerra, hoje pré-candidato a governador. Por esse motivo, entrou em rota de colisão com seu antigo partido, o MDB, que neste ano decidiu apoiar a pré-candidatura de Allyson, e rompeu com a legenda para ingressar no PL.

Em janeiro, foi um dos vereadores de Mossoró que solicitaram uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a gestão do então prefeito Allyson Bezerra (União) após a deflagração da Operação Mederi, da Polícia Federal, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em procedimentos licitatórios na área da saúde no Rio Grande do Norte.

Saiba Mais: Oposição articula CEI para investigar gestão Allyson em Mossoró

Já no começo deste mês, sua atuação política motivou o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) a recomendar às polícias do Rio Grande do Norte que atuem com “neutralidade política” durante o período eleitoral de 2026. O documento foi emitido após a participação do parlamentar e de outro vereador de Natal em ações da Polícia.

Em 28 de maio, em Mossoró, a Polícia Militar prendeu três pessoas e apreendeu diversos materiais ilícitos, entre armas de fogo e munições. A operação teve a participação de Cabo Deyvison, do PL, que também divulgou o fato em suas redes sociais usando colete balístico. 

“Participamos hoje (28) de uma grande operação que terminou com três prisões importantes”, anunciou.

O MPRN destacou que o artigo 6º da Constituição Estadual do Rio Grande do Norte proíbe expressamente a discriminação política e o favorecimento de partidos ou grupos por parte do Estado e de seus servidores, estabelecendo o direito fundamental à igualdade de tratamento para todos os cidadãos.

Saiba Mais: Após operações com vereadores, MPRN pede “neutralidade política” às polícias

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