Áreas alagadas da engorda de Ponta Negra oferecem risco à saúde, aponta boletim
Natal, RN 23 de jun 2026

Áreas alagadas da engorda de Ponta Negra oferecem risco à saúde, aponta boletim

23 de junho de 2026
4min
Áreas alagadas da engorda de Ponta Negra oferecem risco à saúde, aponta boletim

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As áreas alagadas formadas na faixa de engorda da Praia de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal, apresentam níveis elevados de contaminação por coliformes termotolerantes e podem representar riscos à saúde da população. O alerta consta no mais recente boletim de balneabilidade divulgado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema).

As análises complementares realizadas em trechos alagados localizados em frente aos pontos de monitoramento do Morro do Careca (NA-01), do Acesso Principal (NA-02) e da Escadaria (NA-03) identificaram concentrações de coliformes termotolerantes da ordem de 10⁵ NMP por 100 mililitros de água. Os índices registrados motivaram um alerta específico dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, que classificaram essas águas como impróprias para contato direto.

No próprio relatório, os técnicos orientam que banhistas, moradores e turistas evitem qualquer contato com as águas acumuladas nesses locais. Segundo o documento, a contaminação observada representa elevado risco de transmissão de doenças de veiculação hídrica, que podem ser contraídas tanto pela ingestão acidental quanto pelo simples contato com a água contaminada.

Captura de tela do relatório mais recente. Confira completo aqui.

A situação das áreas alagadas também influenciou a classificação de trechos da praia. Nesta semana, quatro pontos de Ponta Negra foram considerados impróprios para banho: Morro do Careca, Acesso Principal, Escadaria da Rua Coronel Inácio Galvão Teixeira e Rua Manoel Soares de Medeiros.

Além dos trechos localizados em Ponta Negra, outros nove pontos do litoral da Grande Natal apresentaram condições inadequadas para banho, segundo o levantamento. Os registros de impropriedade foram identificados em praias e rios monitorados nos municípios de Natal, Parnamirim, Nísia Floresta e Extremoz.

O monitoramento é realizado por meio do Programa de Balneabilidade do Rio Grande do Norte, coordenado pelo Idema. As análises seguem os critérios estabelecidos pela Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que determina a avaliação da qualidade da água a partir da quantidade de coliformes termotolerantes encontrada nas amostras coletadas ao longo de cinco semanas consecutivas.

Durante a maior parte do ano, o programa acompanha 33 pontos distribuídos ao longo do litoral potiguar. As coletas são realizadas semanalmente para permitir um acompanhamento mais detalhado das condições de balneabilidade.

O trabalho integra o Programa Água Azul, desenvolvido em parceria entre o Idema, o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (Funcern). A iniciativa foi retomada pelo Governo do Estado e passou recentemente a contar com uma rede compartilhada de monitoramento da qualidade da água, envolvendo instituições públicas e universidades.

Além das áreas destinadas ao banho, a nova etapa do programa também contempla o acompanhamento de águas superficiais e subterrâneas, ampliando a produção de informações sobre os recursos hídricos do estado. A proposta é subsidiar ações de gestão ambiental e auxiliar na identificação de riscos relacionados à qualidade da água.

Os boletins de balneabilidade são divulgados semanalmente pelo Idema e podem ser consultados pela população por meio do site do órgão e do aplicativo Praia Limpa.

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