Caatinga: RN atualiza plano e reforça ações contra a desertificação
O Rio Grande do Norte atualizou o Plano Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE-RN), documento que orienta as ações de preservação da Caatinga, recuperação de áreas degradadas e adaptação às mudanças climáticas. A nova versão foi aprovada nesta sexta-feira (19), durante o II Seminário do Conselho Deliberativo de Combate à Desertificação, realizado em Natal.
A revisão do plano reúne contribuições de mais de 200 representantes de órgãos públicos, universidades, movimentos sociais, entidades da agricultura familiar e instituições ligadas à área ambiental. O objetivo é fortalecer estratégias de prevenção, monitoramento e recuperação dos territórios afetados pela degradação do solo, além de estimular práticas produtivas sustentáveis no Semiárido potiguar.
Durante o evento, especialistas e gestores discutiram os impactos do avanço da desertificação sobre a biodiversidade, os recursos hídricos e a produção de alimentos. A proteção da Caatinga esteve no centro dos debates, considerada essencial para a manutenção dos ecossistemas e para a qualidade de vida das populações que vivem no Semiárido.
A governadora Fátima Bezerra destacou que o plano busca integrar ações ambientais e sociais, ampliando iniciativas voltadas à conservação dos recursos naturais e à recuperação de áreas degradadas. Segundo ela, a atualização do documento se soma a outras medidas adotadas pelo estado para fortalecer a proteção ambiental.
Dados apresentados durante o seminário apontam que o Rio Grande do Norte registrou redução de aproximadamente 26% no desmatamento da Caatinga, resultado atribuído ao fortalecimento das políticas de fiscalização e conservação. O novo plano pretende ampliar esse esforço, estabelecendo diretrizes para tornar os territórios mais resilientes diante dos efeitos da seca e das mudanças climáticas.
A programação também abordou iniciativas nacionais voltadas à recuperação do bioma, como o programa Recaatingar, que prevê a restauração de milhões de hectares degradados e o incentivo à inclusão produtiva de agricultores familiares e comunidades tradicionais. O debate reforçou a necessidade de articulação entre governos, instituições de pesquisa e sociedade civil para conter o avanço da desertificação e garantir a conservação da Caatinga nas próximas décadas.
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