LAIS/UFRN lança plataforma para monitorar casos Esclerose Lateral Amiotrófica no Brasil
Natal, RN 12 de abr 2024

LAIS/UFRN lança plataforma para monitorar casos Esclerose Lateral Amiotrófica no Brasil

13 de julho de 2022
4min
LAIS/UFRN lança plataforma para monitorar casos Esclerose Lateral Amiotrófica no Brasil

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Com foco em conhecer o real perfil dos pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) no Brasil, foi lançada nesta terça-feira (12) a plataforma de Autorrelato e Observatório da ELA no Brasil. A iniciativa é promovida pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LAIS/UFRN), por meio do projeto revELA.

A apresentação da plataforma foi feita pelo professor Danilo Nagem, um dos coordenadores do projeto revELA, e pela pesquisadora do LAIS, Ingridy Barbalho. Eles detalharam o modo de funcionamento da plataforma, que contará com a possibilidade de cadastro feita tanto pelo paciente quanto pelo médico que o acompanha.

Segundo Nagem, o serviço irá ofertar uma sala de situação que trará um panorama do impacto da ELA no país. “Além do autorrelato, o projeto revELA conta com uma série de iniciativas para o tratamento e cuidado do paciente com ELA. Fico muito feliz de podermos fazer a apresentação deste autorrelato. Por meio de sua sala de situação, poderemos mostrar um pouco do cenário da doença no Brasil”, disse.

A expectativa é que o serviço possibilite uma análise da distribuição geográfica da ELA enquanto problema de saúde pública. “Com a plataforma, será possível analisar esta distribuição geográfica e escrever os principais fatores demográficos, como etnia, idade, sexo e histórico escolar de indivíduos diagnosticados com a doença”, explicou Ingridy.

Ela destacou ainda que a plataforma vai permitir que médicos e especialistas façam o acompanhamento da evolução dos pacientes. “Em um próximo momento, será possível este acompanhamento periódico dos pacientes, com foco no monitoramento do avanço da doença. Isso é importante para entender o seu comportamento. Além disso, com o observatório em operação, ele cumpre o objetivo de auxiliar na criação de políticas públicas para pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica”, finalizou.

Lançamento

A abertura do evento contou com a fala do professor Ricardo Valentim, diretor executivo do LAIS. Ele destacou o pioneirismo do RN no monitoramento da doença, bem como o potencial da plataforma. “O RN é o primeiro estado do Brasil a tornar compulsória a notificação de pacientes com ELA. Termos a plataforma de autorrelato em funcionamento é um movimento singular para o controle e monitoramento da doença em território nacional”, afirmou.

Para a presidente da Associação Regional Esclerose Lateral Amiotrófica do Rio Grande
do Sul (Arela/RS), que na ocasião representou as demais associações regionais do país, a tecnologia irá possibilitar mapear a real situação da ELA no país, possibilitando iniciativas normatizadas em todo território. “O registro nacional unifica, detecta e mostra todos os pacientes. Para fazermos alguma coisa, precisamos saber quem somos, onde estamos neste país tão imenso. Nesta trajetória, nós precisamos deste mapeamento para poder encontrar todas estas pessoas com ELA e fortalecer toda essa rede de apoio. Não faz sentido termos no Rio Grande do Sul todas as diretrizes e não compartilhar com outros lugares que têm as mesmas necessidades. A ELA ‘não discrimina’, mas é uma doença que pode atingir qualquer pessoa. Assim, o conhecimento sobre a doença é fundamental”, destacou.

O que é esclerose lateral amiotrófica?

A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é considerada uma doença rara e estudos existentes apontam que entre 2 a 7 casos para cada 100 mil pessoas. Dados do Ministério da Saúde mostram que no Brasil surgem 2.500 casos novos por ano.

A ELA é um distúrbio dos neurônios motores do cérebro e da medula espinhal, ou seja, dos neurônios que controlam a ação dos músculos voluntários. Ainda não se sabe o motivo dessa degeneração progressiva. Entre as consequências, estão a perda de força nos músculos e a paralisia dos movimentos.

Ao longo do desenvolvimento da doença, os pacientes sentem enfraquecimento dos músculos, contrações involuntárias e perdem o movimento dos braços e pernas. Pesquisas apontam que as pessoas com ELA vivem de três a cinco anos após o início dos sintomas.

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