Veja balanço da Covid-19 no RN; OMS decretou fim da emergência sanitária no mundo
Natal, RN 20 de jun 2024

Veja balanço da Covid-19 no RN; OMS decretou fim da emergência sanitária no mundo

5 de maio de 2023
Veja balanço da Covid-19 no RN; OMS decretou fim da emergência sanitária no mundo

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A Organização Mundial da Saúde declarou nesta sexta-feira (5) que a Covid-19 não é mais uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (Espii). O status de pandemia ainda permanece, mas o novo informe significa, oficialmente, um recrudescimento da doença no mundo. 

Diana Rêgo, coordenadora de vigilância em saúde da Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap), explica que, mesmo com o rebaixamento do status do vírus, a pandemia permanece.

“A pandemia tem mais relações com a distribuição geográfica em que a doença se encontra em todo o mundo e também com os impactos sociais e econômicos que ela causa. Então, sim, a Covid-19 continua sendo uma pandemia e ela também continua circulando entre nós”, afirmou.

Rio Grande do Norte

Primeiro caso

No Estado, o primeiro caso registrado do novo coronavírus foi em 12 de março de 2020, com uma mulher de 24 anos que havia viajado recentemente à Europa, em países como França, Itália e Áustria. Naquele dia, a Sesap avisava que a paciente passava bem e seguia as recomendações de isolamento preconizadas em Natal, onde reside. 

De acordo com os órgãos de saúde estadual e municipal, a paciente foi contaminada na Europa, ou seja, ainda não havia confirmação de que o vírus tenha sido transmitido em nível local. A paciente começou a manifestar os sintomas da doença ao retornar ao Estado, quando procurou assistência médica. Depois, porém, o vírus se espalhou.

Primeira morte

O município de Mossoró registrou o primeiro caso no Rio Grande do Norte de morte de pessoa infectada pelo Sars-Cov-2. A informação chegou pelo governo estadual no final da noite de 28 de março, vitimando o professor universitário Luiz Di Souza, de 61 anos, com histórico de diabetes, que teve contato com caso suspeito.

Segundo a Sesap, o paciente deu entrada em hospital privado na cidade de Mossoró no dia 21 de março, e teve a confirmação do diagnóstico para Covid-19 no dia 27. Luiz Di Souza era lotado no Departamento de Química, da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN).

Suspensão das aulas

Uma das faces mais visíveis dos impactos da pandemia foi a suspensão das aulas e o fechamento dos comércios. No RN, entre as instituições de ensino superior e/ou federais, a primeira a suspender todas as atividades acadêmicas e administrativas de forma presencial foi a Uern, em 15 de março, antes mesmo do falecimento de um docente dos seus quadros. As aulas de graduação e pós-graduação passaram, posteriormente, a acontecer de forma remota.

Em 17 de março, foi a vez da UFRN e Ufersa no mesmo dia. A última foi o IFRN, que suspendeu o calendário acadêmico em 20 de março.

Situação hoje

No Estado, o Painel Coronavírus do governo federal mostra um total de 588.136 casos da covid até a última atualização em 26 de abril, com 8.734 mortes. Nacionalmente, o país já alcançou 37.449.418 casos e registro de 701.494 óbitos.

Já o RN+Vacina, sistema do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais) da UFRN, aponta que 96% da população potiguar já foi vacinada com a D1 ou dose única da vacina monovalente; 88% está totalmente vacinada; 63% receberam a primeira dose de reforço e 26% a D4, segunda dose de reforço.

Por isso, a coordenadora da Sesap lembrou que os cuidados devem permanecer. 

“Nós continuamos com os cuidados necessários de prevenção para as síndromes respiratórias. Estamos, inclusive, vivendo um momento de alta das síndromes respiratórias em que as pessoas estão, sim, mais gripadas. É importante falar da importância da vacinação. Então aqueles que ainda não completaram o esquema vacinal, que ainda não buscaram os postos de saúde para tomar a primeira ou segunda dose de reforço, podem buscar todos os postos hoje nos municípios do Rio Grande do Norte. Hoje nós temos os 167 municípios abastecidos com a vacina e a gente continua com os cuidados preventivos. Importante também que aqueles que estão gripados, com alguma síndrome respiratória, que usem máscara”, disse.

Fim da emergência sanitária 

A decretação do fim da emergência sanitária foi feita após uma reunião do comitê de especialistas, reunido pela 15ª vez nesta quinta (4), que tem como uma das tarefas avaliar e aconselhar o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, sobre a situação da covid-19 no planeta.

A primeira vez em que o vírus foi declarado como emergência global foi em 30 de janeiro de 2020. Em 11 de março de 2020 veio a classificação pandêmia, referente à distribuição geográfica da doença.

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