Estudantes e servidores fazem “trancaço” no IMD da UFRN
Natal, RN 19 de jun 2024

Estudantes e servidores fazem “trancaço” no IMD da UFRN

24 de maio de 2024
4min
Estudantes e servidores fazem “trancaço” no IMD da UFRN

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O Instituto Metrópole Digital (IMD), da UFRN, amanheceu com todos os seus acessos trancados. A ação faz parte de uma atividade do Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior do Rio Grande do Norte (Sintest) — que representa os técnico-administrativos — junto com estudantes. Eles protestam contra a proposta do governo federal de manter reajuste salarial zero em 2024, além de exigir recomposição orçamentária para universidades e institutos federais. 

O IMD foi trancado por volta das 5h com cadeados e correntes. No início da manhã, estudantes que chegavam para as aulas se depararam com o portão fechado — mesmo em greve, alguns docentes mantêm as aulas.

Sandro Pimentel, coordenador de educação da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), diz que a ação é contundente e que o governo tem endurecido.

“Então se o patrão endurece, o trabalhador endurece também. São 75 dias de greve hoje, então a greve é muito longa, o governo realmente está fechando agora o processo negocial que já está fragilizado, então a nossa ordem nacional é de intensificar a greve, tensionar ainda mais, fazer piquete, agitações, ocupações, para que o governo compreenda ainda mais a importância da greve e possa negociar. Radicalizar é a palavra de ordem do momento”, aponta.

A opinião é parecida com a do técnico-administrativo José Rebouças: 

“O governo negou mais uma vez nossas reivindicações e apresentou uma proposta menos pior, mas que não atende aos nossos interesses. E o Comando Local de Greve, em consonância com o Comando Nacional de Greve, a partir de agora está com atividades mais radicalizadas, no sentido de pressionar o poder local através das Reitorias e o governo federal para atender nossas reivindicações”, afirma.

“Então, essa atividade aqui no Metrópole Digital é parte desse planejamento para intensificar mais ainda a greve, para convencermos estudantes, professores e técnicos que ainda não entraram em greve a vir para o nosso lado”, continua Rebouças.

Já a estudante de História Ange Alves reclama do que acredita ser uma “teimosia” da Reitoria em “não ouvir os estudantes”.

“Mas também porque enquanto categoria que constrói a UFRN todos os dias sentimos na pele a falta de orçamento que a universidade tem passado com os cortes da era Temer-Bolsonaro”, diz a aluna.

Éri Thuanny, estudante de Ciências Sociais, diz que a luta agora não é somente salarial, mas também pela recomposição orçamentária das universidades.

“Porque está uma calamidade. A gente sabe inclusive da realidade aqui na UFRN, que é o Restaurante Universitário a R$ 8,00, que é estrutura aos pedaços, que é falta de professores, e tudo isso, na verdade, a gente sabe que só consegue arrancar essas demandas junto com os servidores, junto com a luta também dos professores, junto com os terceirizados, que é realmente quem faz a universidade funcionar”, destaca.

Nas últimas mesas nacionais de negociação, o governo apontou o fim das negociações e marcou para o dia 27 de maio a assinatura de acordos com os professores, e dia 28 para os técnico-administrativos, ainda que as últimas propostas não tenham sido bem recebidas nas categorias. Nesta semana, as assembleias do ADURN-Sindicato (que representa os docentes da UFRN) e do Sintest (técnico-administrativos da UFRN) rejeitaram as propostas do Executivo.

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